Amigos
Fiquei de voltar ontem, mas não foi de vontade da internet. Volto hoje com duas passagens muito importantes para nós. Algumas fotos retornam, agora dentro do contexto.
Portolan - A dica da embreagem é boa. vou seguí-la. Hoje vou sangrar o sistema e trocar o fluído. Não há vazamento algum. esse é o maior mistério. Nem no mestre e nem no escravo. O nível baixou tão pouco que não encontramos uma justificativa para a troca dos cilindros. A embreagem é nova, cerca de 35.000km. Estudei o manual de manutenção da defender e farei todo o procediemento. desde a regulagem. Caso não dê jeito vou trocar já os cilindros. Pro ora estamos querendo nos adiantar ao possível contratempo, pois apesar da embreagem estar funcionando normalmente, daqui para a frente não teremos mais os recursos que temos aqui.
Ester - A saudade também é grande para nós que estamos aqui. Mesmo com a incrível hospitalidade do povo Paraense (com maiúsculas mesmo) e dos aprendizados que essa viagem tem nos proporcionado, a vontade de nos deparar com a paisagem da Cidade Maravilhosa é grande. Agora falta pouco e sobre a saudade vou usar uma frase do Amyr Klink quando perguntado sobre essa questão. Ele disse mais ou menos assim: - Saudade só não sente se não se tem para quem voltar.
Quincas e André - Também estamos esperando tudo isso e achamos que o carro está muito limpo. Pensamos até em achar uma lama para jogar nele e tirarmos uma foto, mas tenho certeza que o Busão não aceitaria isso. O caminho está certo, mas o progresso parece que anda mais rápido do que nós. Soubemos que daqui para a frente o caldo engrossa. Veremos!
Bernardo - deixou essa para o Marcos responder
Maira - Sim essa é uma das vicinais. Essa foto foi tirada durante a fonte de inspiração para mais um artigo. O título já te adianto, mas o conteúdo ainda não foi escrito. Tudo começou com uma carona que tomaria cerca de 4km. terminou em 12km, mas valeu a pena.
Como a net anda muito lenta, não consegui postar todos os textos, mas ainda farei. Realmente essa boiada apareceu após a curva e ficamos encurraldos por eles. O jeito foi parar e esperar. Pena que a máquina não estava na mão pra tirar mais fotos.
Beatriz - Bem que disse que acompanharia a viagem conosco. Que bom que está acompanhando e gostando dos causos. mande, por favor, um aloha para o pessoal da Vicel.
Motta - Aquilo é um fogão muito louco que o Marcos descobriu na casa do prefeito de Anapu. Parece um vulcão, mas dizem que a comida fica muito gostosa. Voltaremos lá um dia para comprovar.
Soubemos que no you tube há um video falando sobre o Cinema na Roça. Quem tiver um tempinho de pesquisar poderia nos passar o endereço?
18 de Fevereiro de 2008 às 17:24
admin
Preciso dar uma parada! Assim que chegar o próximo Graal vamos dar uma encostada pra eu ir ao banheiro. Disse o Marcos em tom de brincadeira.
Não era bem um Graal, nem uma Dutra ou a 040. Mas era a 230 com seus encantos e segredos.
Paramos! Ao invés do Graal achamos o comercial Rodrigues. Uma venda na beira de estrada, aonde se compra de farinha à gasolina, que é vendida nos galões, garrafas e até em copo se quiser.
Saltamos e o Marcos não resistiu! Sabem de alguém que more aqui há muito tempo? Disparou. Chegar nos lugares é sempre um acontecimento. Desde que saimos de Marabá só vimos uma Land. Parece que é de Uruará. Ainda chegaremos lá!
Mas voltando à história, responderam para ele. Aqui?! Tem seu Zé Carinha e Seu Daniel, que já é morto. Eles chegaram aqui quando não tinha nada. E ainda não tem muito.
A referência da casa do Zé Carinha é a placa do Banco da Amazônia e o transformador. Fomos pela placa e……. casa vazia, trancada, empoeirada e parece que abandonada há tempos!
Antes de achar que o Zé Carinha havia saído da cidade sem deixar rastro resolvemos perguntar novamente.
Placa havia em duas, mas transformador apenas em uma. Paramos em frente.
- O sr é o Zé Carinha? Perguntei ao moço que descia da moto e a entregava a uma menina de uns 15 anos.
- Sou o filho dele, respondeu o Zé Carlos.
- E ele está?
- Tá sim. Vou chamar!
E veio um homem simpático e falante com as feições marcadas pelo tempo e pela vida. Agora sim tinha cara de quem havia chegado lá, pelas bandas de 1972. Sem muita cerimônia, embaixo de uma árvore que arrisco ser um pé de cacau – para dar graça à história – e espantando os mosquitos que não perdoavam os afoitos que tomados pela emoção desceram do carro sem passar repelente, desandou a contar a sua história.
Não podíamos perder aquele momento. Resistimos aos mosquitos e a conversa tomou uma dinâmica tão agradável que fomos lembrar dos mosquitos apenas mais tarde.
O destino estava selado. Passaríamos várias horas por lá! Seu Zé Carinha – engraçado chamá-lo assim – perguntou se já tinhamos almoçado e antes de respondermos nos tocou para dentro de casa e serviu um porco assado. O melhor até agora!
Quando entendeu o que pretendíamos agiu rapidamente. Hoje vocês ficam por aqui. Zé Carlos! Leve os meninos na sua mãe! Chame ela pra cá!
Chame também De Assis, as crianças…vá lá, vá!
Entramos no carro, eu e Zé Carlos. Enquanto isso o Marcos continuou na casa deles comendo, conversando e fotografando.
Ao chegarmos aonde estava a Dona Rosa, Zé Carlos não resistiu e foi brincando com a mãe.
- Mãe esse moço veio do Rio de Janeiro trazer notícias do Tio Francisco, sumido há muitos anos.
Elas estavam preparando um mingal de milho que quase desandou naquela hora. O silêncio foi grande! Dona Rosa me olhou com um olhar que marcaria nossa estadia, colocou a mão no rosto, apertou as bochechas e disse: não acredito!
Na mesma frase, meio sem jeito engatei: Ainda bem que a senhora não acredita, pois espero que o motivo da nossa vinda aqui tenha sido bom. Mas nem tanto quanto seria trazer informações dele.
O que parecia ser um momento tenso não foi. Logo largamos umas boas gargalhadas e o Zé Carlos foi quem abriu o coro. Ufa! Que bom!
E Dona Rosa ficou animada novamente ao saber da nossa idéia. Quase deu um salto da cadeira e pediu que as netas reunissem toda a família. Vamos lá! Avise ao De Assis, as meninas todas. Chame Geizyane, Nathyelle, Josivânia, Gleicyane, Jéssica, Mikaelle, Angélica, Caio…….anda, anda! Todo mundo. Vamos!
As horas passaram muito rápido, fizemos a foto, falamos da vida e resolvemos fazer uma sessão em Vila Nazaré. Acho que foi a sessão mais rápida de todas. Em poucas horas divulgamos a sessão, conseguimos o local, inflamos a tela, ligamos o som………..esse detalhe deixo para contar outra hora….. e eles escolheram o filme. A chuva chegou no final. Quase não atrapalhou. Era a nossa primeira em plena Transamazônica.
Paramos em Vila Nazaré para um descanso e encontramos essa família. Nos sentimos tão em casa que dormimos com eles. Peguei a galinha e Dona Rosa cuidou dela. À noite comi a melhor galinha da 230.
Vejam vocês. Nós pensamos que iríamos presenteá-los com a fotografia e nós quem ganhamos uma família. Fomos tão bem recebidos que ir embora foi muito difícil. Depois de lá já nos reencontramos algumas vezes. Umas 3 com o De Assis em Anapu e uma com a Dona Rosa em Altamira.
Dona Rosa tem o sonho de conhecer o Rio. Ela e “seu” Zé Carinha! Cicerone, casa e comida já têm. Ficou por conta deles marcar a data. Que seja breve.
Se você estiver na Transamazônica e for passar pela Vila Nazaré lembre-se: A casa do Zé Carinha e da Rosa é parada obrigatória.
Antes de partir ela nos disse: Sabe que na noite passada tive um sonho. Nele tirávamos uma foto com todo mundo aqui. Igualzinha a de um vizinho nosso, pra colocar na parede e ficar vendo. Agora já têm!
às 16:25
admin
“– Eu tinha 36 anos - quase a minha idade atual - e vi na revista uma foto daquela estrada”. Aquilo mudou a minha vida e ditou meus passos seguintes. Depois de muita conversa em casa – às vezes acalorada – e de noites sem dormir conseguimos arrumar as malas. Pegamos nossas coisas e as embalamos. Depois de fazer a nossa inscrição ficamos aguardando eles chamarem. Quando avisaram que o avião ia sair fomos para um hotel. tudo pago por eles! E pensamos que ia ser uma maravilha, tinha de tudo. Muita comida, tudo luxuoso. Que depois pagamos cada centavo.
No amarrado não podia faltar a rede, a panela e o facão que naquela época andava agarrado na cintura o dia todo. Hoje não mais, quase nem preciso dele!
Assim começou a conversa numa agradável varanda da casa do Sr. Luiz e da Dona. Raimunda, logo após a segunda ponte para quem vai de Anapu a Pacajá. Dona Raimunda entrou devagar na conversa dizendo que a memória já não ajudava mais a contar.
Vim porque tinha o sonho de dar à minha família mais do que tive. Não queria que meus filhos tivessem que comer “pau cozido” com farinha. Na minha cidade a seca era violenta e sem a chuva nada dava. Cansei de viver ao destino e resolvi pegar a estrada.
O tempo passou rápido e vi muita gente voltar ou morrer. Eu mais minha família fomos ficando e luntando com as dificuldades. Naquela época o mato era fechado e nós tampávamos mata a dentro, dia e noite para preparar a terra (e virava o olhar para as mãos calejadas e marcadas pelo tempo). Mogno mesmo eu nunca vi nas minhas terras! Agora tinha muio pau grosso aí pra dentro.
Eu mesmo me livrei de morrer uns par de vezes. Malária aqui espantava todo mundo. Teve vez da família inteira ficar de cama sem poder parar de trabalhar. Tinha horas que pensávamos que viemos pra cá pra morrer. Mas naquela época nós era forte e hoje estamos aqui.
Os filhos já caíram no mundo. Um vive aqui outro acolá. Da terra, só nós mesmo que tiramos o sustento. Nós mais o Evandro, nosso neto e filho.
Entre uma lembrança e outra o tempo foi passando e fomos nos embrenhando na história de mais uma família que havia largado o seu passado para começar tudo novamente. As vezes a memória falhava e, como o rebubinar de uma fita, voltávamos tudo ao começo. Aquela história parecia não me cansar nunca. Tinha a impressão de que passaria todos aqueles anos com eles para ver com os meus próprios olhos. Mas a riqueza de detalhes com a qual o Sr. Luiz contava a história era tamanha que sentia as dores e alegrias que sentiram.
Depois de umas horas de conversas me sentia parte daquela família. Daí fomos conhecer o cacoal deles. O cacau começou aqui com o Zé Carinha. Eles (INCRA) tinham umas linhas de plantio. Só depois que fizeram a experiência com o cacau.
No início eu plantei feijão. Mas não deu bem! Perdi tudo na primeira safra. Na hora de passar o fogo choveu sem parar e ficamos quase seis “meis” com chuva direto. Amargamo quase um ano vivendo de caça e lutando com as doenças. Mas hoje estamos aqui.
Essa história se prolonga por toda a tarde. Já havíamos perdido a hora de irmos embora de Anapu. Mas quem se importava com isso? Eles queriam que ficássemos, nós também. Mas a 230 nos esperava. Outras histórias como essas se escondem nas curvas da estrada.
“Vocês são os primeiros. Não! Nesse tempo todo veio uma outra moça saber da nossa história”. Mas com ela foi rápido. Vocês são a segunda pessoa que vem aqui se interessar pela nossa história. Foi um prazer contar!
Mal sabe ele que o prazer mesmo foi ouvir. E ouviria muito mais. Passaria dias vivendo aquela história. Dona Raimunda, Sr. Luiz, Evandro, Regiane e Francisca (a Goiana) fazem com que os quilômetros e a saudade que sentimos de casa sejam minimizadas.
Depois voltamos…………
às 16:00
admin
Olá Pessoal.
Depois de ficar de castigo por não conseguir conectar ou conexão que permitisse atualizar o blog, hoje será dia de atualização.
Uma boa notícia é que passarei bastante tempo conectado e pela primeira vez estamos on line. Não dá para pensar em Skype, mas………
Em relação ao carro, é precaução. O pedal da embreagem cedeu um pouco, mas está tudo funcionando bem. Estamos pensando em comprar os cilindros para levarmos de reserva.
Já estava com saudades desse blog atualizado com frequência e por mais incrível que pareça, logo após a nossa conversa sobre a disponibilidade de acesso, deu no que deu e ficamos sem internet. Será que falamos cedo demais?
Bom! Resgatando estou em falta com artigos sobre a saída de Pacajá, Sobre a família do Sr. Zé Carinha e da Dna. Rosa em Vila Nazaré, sobre Anapu, sobre o trajeto entre Anapu e Altamira e sobre Altamira. Se eu estiver esquecendo algo, me ajudem.
À medida que eu termine de escrever, publico os artigos. Se eu estou em falta com respostas a alguém, digam-me também.
Volto já
17 de Fevereiro de 2008 às 13:56
admin
Personas
Deixamos Anapu debaixo de muita chuva. Parece que agora ela chegou.
Depois de 4 horas de viagem colocamos os pés em Altamira. Assim que chegamos começou a correria para conseguirmos resolver alguns detalhes antes do comércio fechar.
Pensei que a internet aqui fosse mais rápida, mas por enquanto nada!
Agora que está quase tudo encaminhado por aqui vamos procurar um local para dormir. Em Altamira são 19:00 e o tempo continua chuvoso.
Enquanto estivermos por aqui colocarei os artigos em dia. Quero contar das sessões de cinema, das pessoas que conhecemos, de Anapu, da chuva e tudo mais que der.
Estamos bem e sabemos que ficaremos por aqui até terça feira, pelo menos. O problema da lente da câmera foi resolvido e ela talvez chegue aqui na segunda.
A BR 230 aguentou bem a chuva e não tivemos grandes dificuldades para chegarmos. Em relação às escolas, até que já presenciei situações muito piores do que as que encontrei aqui. Hoje havia umas sete crianças voltando a pé da aula sob o maior toró. Aqui as distâncias são muito grandes, mas estas iam andar pouco para chegar em casa. Cerca de 2 km.
O maior problema não é a distância e sim as condições das vicinais, pois quando chove o piso fica muito liso e o transporte escolar não consegue chegar até a casa das crianças. Vale lembrar que aqui chove quase o ano todo.
Promessa feita, será cumprida.
Vou encontrar um lugar para dormir. Hoje não devo voltar à lan, mas já já haverá novidades.
Té logo!
15 de Fevereiro de 2008 às 20:20
admin
Pessoal
Era brincandeira mesmo. Achava que muitos iriam pensar que havíamos perdido algo, menos o texto.
Em Anapu a net é ou está muito lenta. Não tem jeito de atualizar o blog……….uma hora para navegar em três páginas ou coisa do tipo. Dizem que é o Link via satélite……..Seja lá o que for, fico devendo as novidades.
Amanhã deixaremos Anapu tendo Altamira como destino. No caminho algumas cidadezinhas que não constam no roteiro, mas que descobrimos no caminho.
Chegando em Altamira farei a atualização do blog com todos os detalhes e fotos desse trecho.
No mais, tudo anda muito bem graças à companhia de vocês. Devemos ficar alguns dias no maior município brasileiro.
Como ressaltou o Vito (Realmente vale a pena uma visita ao blog dele - há um link direto no nosso), chegamos aqui numa data especial para uma parte da população. Estavam comemorando - assim mesmo falam por aqui - o terceiro aniversário da morte da Dorothy Stang. Mesmo não sendo muito informados da causa, fomos ao evento, acompanhamos um pouco de tudo que aconteceu e visitamos o túmulo dela.
Aqui há uma controvérsia a respeito do trabalho dela, mas numa coisa são unânimes: “a sua morte não trouxe nenhum benefício para a cidade. Foi um erro!” Mas confesso que sobre o assunto, o máximo que posso falar é o que as pessoas dizem por aqui. Depois falo um pouco mais sobre Anapu.
Vou ficarpor aqui. dei uma passada rápida na lanpara enviar notícias. Durante o dia foi impossível.
Assim que der enviarei mais novidades.
Obrigado por viajarem conosco.
Boa noite!
13 de Fevereiro de 2008 às 23:20
admin
Pessoal
Chegamos agora há pouco em Anapu. Estava escrevendo com vocês, mas a conexão está horrível. Estamos bem, com muitas saudades de todos.
Para não perder tudo novamente vou até o hotel, escrever no notebook e voltar para a lan house. As últimas horas foram muito intensas, com direito a mais uma sessão de cinema em plena Transamazônica e muita emoção.
Se a net deixar haverá novidades mais tarde.
Muito obrigado por estarem conosco
BZ !!!!!!!!!!!
12 de Fevereiro de 2008 às 13:54
admin
Pessoal
Começo com a foto do Orlando. O caminhoneiro/aventureiro de ontem! Havia prometido.
O papo de hj vai ser muito rápido porque a lan está muito lenta.
O Cinema foi show de bola. Com direito a tensão incial por conta do motor que parecia preguiçoso e tudo mais. No final tudo deu certo! Muitas pessoas que curtiram o filme até o final.
Por conta do sucesso e da vontade de ficar mais um pouco, resolvemos partir daqui amanhã bem cedo. A Claudia (e o Marcos - seu troféu), Secretária de Meio Ambiente e nossa cicerone em alguns momentos……………
se ofereceu a nos levar à propriedade de uma grande amiga, a Bela, para conhecermos um pouco de mata.
Mata mesmo acabamos não vendo, pois ficamos “agarrados” numa conversa muito boa, que rendeu novos amigos.
Entrando numa das vicinais da 230 pudemos ter uma noção de como era a estrada no tempo em que era ruím. Se encontrarmos algo como elas molhadas, ela frente. Será pior do que a Bocaina (Capitão!)
Ontem à noite tivemos um momento ímpar. Depois de terminada a sessão assistimos a uma pancada de chuva, daquelas bacancas na Trans. Pensamos: Amanhã a coisa vai ficar feia. Que nada! Amanheceu no maior sol.
Por alguns instantes ficamos parados, nós dois, no meio da 230. Como se fôssemos só nós e a estrada. Muito bom!
Ouviram? Leram? Toró depois do cinema. durante a sessão………..estrelas!
Como disse……..amanhã Anapu. No caminho Sr. Manoel no km 338. Parece que vai render boas histórias. Na terra da Dorothy visitaremos um PDS (mais uma pegadinha) e pretendemos dormir por lá. Acho que veremos muita coisa legal e não tendo barro Marco Aurélio, vamos correr para a vicinal.
Antes de partir por hoje deixo uma imagem que remete à minha casa. Para quem não sabe, adoro comer massa de bolo. Como tenho me sentido em casa no Pará e domingo é o dia de maior saudade, cuidei de arrumar………..vejam abaixo.
Santa Dna Maria. Teremos que partir, mas com vontade de voltar.
Ficaremos devendo uma foto do Padre/Prefreito gente muito boa Edmir José da Silva.
Vou com vontade de ficar. Estou com saudades de vocês e dos seus comentários. Os sempre assíduos tão dando um show. tenho que ir porque a lan hj………….ninguém merece!
Amanhã, se eu passar por outra, tenho certeza que não resistirei. Daí eu volto para arrumar a bagunça que ficou. Lidar com a rede está mais difícil do que com a saudade.
Até!
10 de Fevereiro de 2008 às 21:19
admin
Antes das novidades, algumas curtas…..
Conforme o Vito levantou, as lans são parte do sucesso desse nosso bate papo. Por aqui aprendi a diferença entre uma lan e um cyber. Segundo o povo daqui, as lan´s são mais voltadas para jogos. também tem acesso à internet (é claro!), mas as máquinas, em teoria, são mais rápidas, com melhor resolução e vivem lotadas. Sobre esse ponto acho que vale ressaltar. Elas realmente tomaram as cidades pelas quais passamos. Por menor que sejam. Falta luz, mas não falta gente na lan. Com conexão, rápida, lenta ou cagadal, sempre há pessoas nelas.
Mas não podemos esquecer o lado ruím da coisa. Algumas são pontos de distribuição de drogas, outras usadas apenas para diversão.
Bom. que sejam o usadas! Afinal o mal está em toda a parte.
Uma coisa que achei curiosa é que a maioria das máquinas está ocupada de jovens e crianças que transferiram o video game para a lan house. Nas minhas pesquisas informais de rabo de olho percebo que os sites de relacionamento também encabeçam os visitados.
Do Alaor não ter visto a cobra tudo bem! O pior foi passar ao lado dela, quase tocar e não vê-la. Vou mandar a foto novamente. Dessa vez mais clara.
Também estou ficando viciado em localizar lans e manter o papo com vocês. Assim que chego nos lugares, a “primeira coisa” que faço é saber se tem internet. Não é a toa que o nome do carro é Busão. Assim todos cabemos nessa viagem.
Raphael - escrevi teu nome errado. Desculpe! Que bom que veio ao Blog. Quando voltarmos ao Rio conseguiremos reunir parte da turma da Chapada. Para reunirmos todos teremos que armar uma outra viagem. É possível! Legal também o fato da tua irmã ter sido guiada pelo Sr. Wilson. Coincidências? /// Pessoal - para entender o comentário do Raphael precisamos voltar ao artigo Mistérios da Viagem………
Antes de vir para a lan consegui fazer uma entrevista com a Dna. Maria. Uma das pioneiras. Foram 40 minutos de bom bate papo, registrados em video. Por outro lado perdi a com o Sr. Antonio do DNER. Ele teve que ir a Belém, visitar a esposa que não passa bem. Melhoras a ela Sr. Antonio.
Alguns dados conquistados por vocês:
Ultrapassamos os 100 comentários
Chegamos aos 4.000km
Encontramos 4 pioneiros
Como vcs verão mais abaixo……………..
Como eu havia dito ontem, chegamos em Pacajá. A cidade é composta, basicamente, por pessoas de outros estados, atraídas pela proposta de progresso lançada pelo governo Médici. Vale a pena fazer uma visita ao site do governo do Pará. Lá, eles contam de forma suscinta, um pouco dessa história.
Para chegarmos passamos por aquelas cidades que contei ontem e encontramos pioneiros apenas na Agrovila, em Maracajá e aqui em Pacajá. Segundo os moradores, a maioria já se foi. Por desistência ou por ação do tempo.
Entrar na Transamazônica foi uma confusão de sentidos. Passei de emoção à frustração. Esperava há anos conhecer a estrada e na hora que colocamos o pé nela, a recepção foi uma L200 passando a mais de 100km/h. Logo depois uma D-20 (lotada) pelo menos com a mesma velocidade.
Vou voltar um pouco………. Ao sairmos de Marabá sabíamos que teríamos cerca de 40km de asfalto pela frente. Depois disso só o barrão vermelho, se molhado a baba de quiabo. Pois é! Seguimos os km de asfalto e encontramos o barro. Mas a estrada de barro parecia até pavimentada de tão lisa, larga feito a “Dutra”. No primeiro momento realmente nos frustramos (quanta ignorância!).
Bom! Com barro ou não, sabíamos que o Famílias da Transamazônica começava de fato naquele ponto. Fomos em frente.
Para quem acompanha a viagem pelo roteiro, o primeiro ponto era a Agrovila Castelo Branco, chegamos lá aos 46km. Paramos no borracheiro na beira da estrada e depois de uma conversa rápida descobrimos que o Mazinho havia trabalhado na construção da rodovia, no trecho até Altamira. Fomos atrás dele.
Encontramos Sra. Eurídice, sua esposa. O Mazinho está para a roça, não tem hora para voltar!. Disse ela.
- E os seus filhos? Perguntei.
- Estão todos para Campo Grande. Mudaram para lá. Aqui vivemos somente nós dois.
Assim a conversa seguiu, regada a suco de cajá. No lugar da foto do Mazinho com a sua família, segue a da Eurídice.
Primeira bola. Na trave! Fiquei bastante animado, achando que dali para a frente seria fácil encontrar as pessoas. Reunir as suas famílias, já sabia que nem tanto.
Seguimos em frente até chegarmos a Novo Repartimento. Era terça-feira de carnaval e queríamos apressar o passo por dois motivos: chegar logo em Pacajá e os avisos para evitarmos de dormir por Novo Repartimento. Não nos pareceu um problema dormir por lá, mas resolvemos adiantar o passo.
Fica a pergunta: qual é o gentílico de Novo Repartimento?
No caminho muitas cenas interessantes, como a “geração de pontes”. Parece que a cada ano um cai e constróem outra nova ao lado.
Como falei ontem, o cenário mudou muito em relação à a Chapada dos Veadeiros. Aqui há muita água nos rios também, principalmente por causa da época do ano, que chamam de inverno. Mas a paisagem é mais árida, um calor danado, difícil de ficar no sol e no horário entre meio dia e às três da tarde é quase impossível andar pelas ruas.
Enganou-se quem pensou que iria encontrar um clima fresco, com muita chuva e muita mata. Não é verdade. Como desde o início da implantação da rodovia, o incentivo do governo era para o desmatamento, assim foi feito e há locais aonde é necessário rodar por mais de 40km numa vicinal (estrada secundária, perpendicular à BR 230) para se ver a mata.
Nós levamos cerca de dez horas para percorrermos os 282km que separam Marabá de Pacajá. Não por causa da estrada, mas por termos parado em vários lugares para procurar os pioneiros.
Chegando em Pacajá fomos muito bem recebidos. Estamos no hotel da Dna Maria, uma das pioneiras, que já na chegada nos acolheu como quase filhos e contou várias histórias da época em que colocou os pés por aqui.
Também conhecemos o Sr. Antonio que trabalhou na abertura da 230. Era funcionário de DNER, atualmente trabalha na prefeitura.
Por falar em prefeitura, fomos muito bem recebidos lá. Conversamos com o Prefeito Edmir que, como disse anteriormente, é padre e querido na cidade. Da nossa conversa surgiu uma sessão de cinema na cidade que acontecerá hoje (09/02/2008) às 20:00. Todos estão convidados.
Ontem conseguimos visitar a fazenda de manejo florestal do Chico Tozetti, que nos mostrou a viabilidade da extração legal da madeira. Ele, mesmo, nos contou que no passado não era tão consciente. Mas que hoje a regra em sua propriedade é explorar os produtos da mata, causando o mínimo impacto. Na foto abaixo vocês quase vêem o Marcos sentado ao pé de um Cedro Arana. Um troféu! segundo o Chico.
Nem deu para mostrar a árvore toda na foto. Éramos quatro a tentar abraçá-la e nem chegamos perto disso.
Outras histórias………
De ontem para hoje passei, quase o dia todo mal. Dores de estômago e uma indisposição incrível. Acho que foi efeito colateral do remédio para malária. Calma aí! Não estou com malária, não!
Antes de sair do Rio fui ao Cives (UFRJ) e segui a recomendação do médico de lá, para tomar um remédio para a malária (por precaução). Ele me advertiu aos efeitos colaterais e acho que tudo bate. Hoje estou bem melhor. Devo deixar o remédio de lado. Melhor! Meu remédio será muito Exposis.
Sobre a malária………por aqui dizem que está extinta. O mal agora é a água, vermes em consequência e a gripe. É comum que as pessoas nos digam: malária já tive umas 10. Meu medo é da gripe.
Uma das nossas lentes da máquina fotográfica quebrou. Já a despachamos para Sampa e esperamos pegá-la de volta em Altamira. Para quem gosta de fotos, estamos procurando uma nova também. A nossa era Nikkor 28-70 mm. Se souberem de alguma, mesmo que seja de outra marca, fale! Ou escreva!
Queira fazer uma correção referente ao início da viagem na 230. Ao chegarmos nela, disse que o sentimento era de frustração. Puro fruto da ignorância. Depois de percorrermos 280 km percebemos que, apesar de queremos ver o barro molhado, a vida das pessoas seria muito mais castigada, caso a estrada estivesse como queríamos. Mais para a frente haverá barro molhado!
No 112, como é conhecido o trecho, passamos por duas carretas atoladas. Parecia ser um indício de muita aventura pela 230. Não é que dias depois conhecemos o protagonista dessa história. Era o Orlando José da Silva, quen saiu de São Paulo para Novo Repartimento e Pacajá num Volvo abarrotado (40 tonelandas) de sal mineral para o gado. Ele ficou atolado no 112, passou 5 dias para tirar a carreta de lá, graças a ajuda ($$) de tratoristas e de pessoas da região chegou a Pacajá. Teve que retirar metade da carga e passar para outro caminhão, contar com a ajuda de um fazendeiro para levar-lhe o marmitex e poupar sua dispensa.
Já em Pacajá outra furada. O vendedor de sal disse-lhe que a fazenda para a entrega ficava há 3 km da Transamazônica. Os 3 viraram 25. Aos 11, aproximadamente, atolou novamente. Caminhou por vários, pegou carona no lombo de um cavalo, chegou até a fazenda e conseguiu um trator de esteira para retirá-lo de lá. Finalmente entregou a carga.
Hoje, de volta a Pacajá em outro caminhão e com destino a Belém (se não me engano). Dessa vez com o radiador furado e esperando o pelo conserto se sentia cansado, com saudades de casa e não via a hora de partir. Anotou o endereço do blog e disse que pediria à sua filha que nos fizesse uma visita
Ainda hj entrará a foto do Orlando. vou baixar da câmera!
Bom retorno, Orlando! Que sua viagem de volta seja segura e sem contratempos.
9 de Fevereiro de 2008 às 16:48
admin
Pessoal
Enquanto alguns de vocês se escondiam e outros pulavam durante o carnaval, nós deixamos Marabá, passamos pela Agrovila Castelo Branco, por Novo Repartimento, Maracajá, Arataú e chegamos em Pacajá.
Estamos há cerca de 300km de Marabá. Um cidadezinha muito interessante, aonde o prefeito é Padre e muito querido. O movimento de D-20´s (caminhonetes da Chevrolet) é intenso, pois fazem o papel do transporte público entre cidades. As pessoas muito hospitaleiras e vieram de todos os cantos do Brasil.
Logo no início da viagem encontramos alguns pioneiros. Dna Eurídice e Mazinho (Sr. Osmar), Dna. Maria, Sr. José Mascate, Sr Antonio do DNER. Todos com histórias muito interessantes, desde a época em que a Transamazônia era apenas um pique. Mas é difícil reunir as famílias e são muito poucos os pioneiros.
Aqui o dinheiro do banco chega de avião e é um acontecimento. Todo mundo olha pro céu e sabe que o dindim vem de lá, a hora que chega e saber quanto vem não é difícil.
Fomos muito bem recebidos em Pacajá e amanhã haverá uma sessão de cinema na praça. Ainda hoje pretendo atualizar o site com fotos e mais histórias. Durante os dias de carnaval também ficamos devegar com o teclado. Atualizamos o que está pendente, mas em breve haverá novidades.
Preparem-se pois a paisagem, as fotos e as histórias mudam radicalmente.
Também sentimos muitas saudades de vocês. Já se tornou um hábito vir à Lan House para os nossos encontros. Continuem viajando com o Famílias da Transamazônica. Vocês não imaginam o orgulho que nos dá ao saber que andam conosco a cada km.
Agora vamos dar um pulo numa área de manejo florestal. Tudo anda bem por aqui.
Até mais tarde!
8 de Fevereiro de 2008 às 11:43
admin
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