O Amazonas ficou para trás
Manos e Manas, como diriam os Amazonenses!
Cheguei novamente em Humaitá. Os 200km até Lábrea viraram 400 km. Havia me esquecido da volta. Fazer o quê? Tive que voltar.
A volta foi menos penosa. Atolamos apenas umas 8 vezes. Dormimos no carro, no meio da Transamazônica e passamos mais um vez pelo estreito durante a noite. Parece que estar lá durante a noite é nossa………
Por falar em noite, ela estava maravilhosa. Havia tantas estrelas que era impossível não admirá-las. Mesmo sabendo que o relógio não “parava de correr”
Imagine-se no meio da floresta amazônica, numa estrada aonde não passa “viva alma” durante essa época do ano. Só você e aquela mata……..dizem que cercada de onças, sucuris, porcões e outros bichanos, em meio a um céu estrelado.
Ah! o entardecer e o amanhecer também foram paisagens marcantes. Entre uma picaretada e uma “puxada de guincho”, dava para curtir o espetáculo. Ontem por volta das 23:00 eu andava pela 230 procurando o melhor caminho para passar com o Busão e não ficar atolado mais uma vez. De repente me dei conta do lugar aonde eu estava. O que parecia um castigo - ter que cruzar o trecho mais difícil à noite - se transformou numa dádiva.
O que pra mim também soa como uma paisagem é chegar na lan house e encontrar amigos de verdade viajando conosco a nossa viagem. Muitos de vocês não têm idéia de como é reconfortante, para quem está há mais de 70 dias na estrada, encontrá-los no blog. Nossa! Mais de 70 dias….
Legal que vocês falam entre si, comentam o comentário de quem comentou algo e assim vamos fazendo uma grande família. Há os mais frequentes, os que acompanham quietinhos e vez ou outra aparece uma supresa navegando por aqui. É uma pena que eu não consiga responder a todos.
Gostei muito de ver a presença dos Médicos da Terra, O André Paulista também apareceu, a Joojo (Joandina) também na área. Os assíduos Maira, Anajô, Quincas e Vito. A Paula marcando presença, A Leonor, a Claudinha Mello, o Vagão, A Dri Lyra sempre na área, o Joelmo, a Aline Maneira, o André Martinelli……..Nossa………quanta gente do bem!
Ainda na 230, vindo de Lábrea, mais ou menos no meio da jornada me falou o Zé Balseiro: - Não é qualquer um que passa por aqui nessa época. Tirando o do Maloteiro, que faz isso o ano todo, nesse inverno esse foi único carro que cruzamos na balsa.
Caramba……..só nós e o Maloteiro passamos por aqui de carro!
Sabem por que conseguimos completar a odisséia? Por causa de vocês que estão seguindo viagem conosco a cada quilômetro. Durante a nossa última noite na Transamazônica havia um pouco de cada um de vocês!
Agora só falta apontar o carro para o Rio e seguir. Antes vou passar em Porto Velho e quem sabe conseguiurei adiantar algumas fotos. Estamos chegando!
Muito obrigado!
9 comentários 4 de Abril de 2008 às 19:38 admin