Cheguei em Apuí
Companheiros
Algumas palavras, mas fotos nem pensar……..internet em velocidade cagadal por aqui.
Sei que está chegando a hora de voltar para casa. Gostei das palavras de vocês. Legal Anajô, Aline Maneira, Marcos e todos que têm acompanhado essa odisséia. As vezes é muito difícil pensar como serão os dias quando a viagem acabar…..Talvez pensando na próxima!
Espero que esse blog esteja nos ajudando a perceber que o maior legado da vida é o que se constrói enquanto se vive. Que esteja servindo de estímulo para que outras pessoas peguem a boroca (mochila) e sigam “estrada a fora”.
A cada passo que dou penso mais em voltar para casa. Lembram da história da saudade que citei no início do blog? Aquela frase do Amyr Klink!
Em todas as viagens que faço, naturalmente, descubro a hora de voltar e sei que essa está chegando. Muito provavelmente voltarei de Humaitá e deixarei Lábrea para uma outra vez. Ainda não sei o que será do blog depois do retorno, mas torço que ele tenha sido útil para todos vocês, assim como tem sido para mim.
Realmente está chegando a hora!
Bom! Notícias daqui………….
Acabei ficando mais tempo em Jacareacanga por conta das amizades. Esse artigo já está pronto, faltando apenas as fotos. De lá para cá foi uma grande aventura. Com direito a atolada - até o talo - na subida e um biiiiiiiiiiiiiiiiiiiig atoleiro, daqueles que o trator fica na outra ponta só esperando para puxar os carros.
o Busão foi pedra noventa e passou no atoleiro três vezes. Numa delas chegou a ficar em duas rodas, mas saiu ileso. A caixa de direção voltou a dar “piti” e aprendi o real sentido de engenharia de campo. Apesar das cicatrizes de guerra ele está duro na queda. Como dizem por aqui o sistema é bruto e dificilmente se sai sem arranhões.
Ah! Passou 3 vezes porque esqueci de filmar a travessia. Sendo assim, voltei no dia seguinte e passamos novamente.
Acabei dormindo no rancho do piloto do trator e do seu ajudande. Aprendi um bocado sobre a floresta e a vida na região. Foram momentos muito agradáveis, aonde teve leite de vaca tirado na hora, banho de cacimba e muita conversa. No Amazonas o processo de assentamento começou mais de 10 anos após o do Pará. As primeiras famílias assentadas datas 1983 e poucos ainda estão por aqui.
Cheguei em Apuí por volta do meio dia e fiquei pra lá e pra cá resolvendo burocracias. Amanhã quero pegar a estrada e só devo chegar em Humaitá depois de amanhã. De lá até Porto Velho “são dois palitos”. Tudo por aqui anda bem. O Amazonas é bem diferente do Pará. Apesar de não ter visto nenhuma placa indicando a divisa, achei a paisagem diferente. É mais plano, há mais pedras no caminho e as propriedades são maiores. Essa porção também é mais erma.
Fico de contar a história depois……..
Tô voltando!
9 comentários 24 de Março de 2008 às 22:08 admin