Arquivo de 6 de Março de 2008

Altamira….foi difícil partir, mas conseguimos!

Vocês nem imaginam a saudade que eu estava de vocês. Passar por aqui tem sido um momento muito importante da viagem. Pena que a internet que vinha tão presente resolveu tirar umas férias. Que bom que estamos aqui novamente. Tenho muito a atualizar.

Vamos lá, então!

Nossa! Parece que chegamos ontem e com a idéia de ficarmos de 3 a 4 dias em Altamira. Era o tempo de arrumar as coisas, revisar o carro e partirmos para o trecho seguinte……..Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e assim vai.

Como o tempo passa rápido! Ao revisitar a nossa história em Altamira, nos demos conta de que 12 dias se passaram. Muito tempo, não!?

Como eu ía dizendo, muita coisa aconteceu lá. O carro quebrou e ficamos dias esperando as peças. Chegaram numa boa, montamos o carro num sábado e pensamos que estivéssemos prontos para partir. Ledo engano. Antes disso veio a pescaria. Lembram do Xingu de madrugada….. da chuva que o Marcos falou? Pense numa fruta bem doce……

Na ida para a pescaria mais uma novidade. Um problema na caixa de direção. Um rolamento nos deu a maior dor de cabeça. Mas não parou por aí. A mesa de som foi pro conserto, o PX caiu no chão e foi para o conserto, pegamos a lente da máquina que veio do conserto, o portal da tela rasgou e o levamos para o conserto.

Com tantas dificuldades era para não termos saído de Altamira com uma boa impressão. Mas não foi isso que aconteceu e vou contar porque. Por lá encontramos novamente a Dona Rosa. Lembram? De Vila Nazaré? A esposa do Zé Carinha!

Dona Rosa e Zé Carinha - Dona Rosa e Zé Carinha

Foi muito bom revê-la em Altamira. Vocês tinham que ver a nossa alegria. Ela fez questão de nos apresentar para toda a família que estava lá, pros clientes do restaurante da irmã e do cunhado e até para a equipe da tv que estava passando. Essa é uma história à parte. Marcos virou celebridade, deu entrevista e apareceu num programa local de domingo. Nós não conseguimos assistir, mas depois disso ouvimos várias pessoas apontarem para o Marcos e dizerem: “esse não é o moço da televisão!”

Quando fomos resolver o problema da embreagem, pois o pedal havia cedido muito e nos preocupado ainda mais, conhecemos o Bil. Ainda não sabíamos, mas ele se tornou o nosso maior companheiro por lá. Um grande amigo! Nos levou para a pescaria, nos ajudou em tudo o que precisamos, abriu a sua casa e a oficina para a gente, nos apresentou seus amigos…….Nos sentimos em casa, muito por conta dele.

Por conta do Bil conhecemos o Silvio, “Caba” arretado, que junto com o Bil e o Marcelo (sobrinho do Bil) nos levaram para a pescaria.

Bil - Bil

Silvio - Silvio

Marcelo - Marcelo

Nem preciso entrar em detalhes. Eles fizeram o nosso final de semana o maior barato. O Marcos já contou, mas………andamos de canoa, testamos nossos repelentes – que passaram no teste com louvor –

Pescaria Bil10 1 2 - Pescaria Bil10 1 2

Pescaria Bil18 - Pescaria Bil18

…conhecemos o Xingu, armamos fogueira, comemos peixe fresco pescado na hora, andamos na mata, montamos acampamento e…..ainda insatisfeitos com o resultado da pescaria fizeram mais.

Pescaria Bil6 - Pescaria Bil6

Desmontamos acampamento, pegamos a estrada novamente, paramos no meio do caminho, comemos peixe assado, fizemos novos amigos….Opa! uma pausa.

Pescaria Bil11 - Pescaria Bil11

Pescaria Bil3 - Pescaria Bil3

Pescaria Bil40 - Pescaria Bil40

Pescaria Bil41 - Pescaria Bil41

Por conta do Bil, do Silvio e do Marcelo paramos para comer, assado, um dos peixes que eles pescaram – a cachorra! E nessa parada conhecemos a Mariza (ainda não sei se com s ou z), o Carlos – seu esposo, o Marcelo – seu irmão, o Ronaldo – um amigo – e mais alguns que não lembro dos nomes.

Pescaria Bil22 - Pescaria Bil22

Pescaria Bil28 - Pescaria Bil28

Pescaria Bil24 - Pescaria Bil24

Pescaria Bil2 - Pescaria Bil2

Pescaria Bil25 - Pescaria Bil25

O almoço foi maneiríssimo. O que era para ser uma parada, levou a tarde quase toda e ainda ficamos com gosto de quero mais. O Carlos largou tudo em sampa e se encontrou no Pará. Encontrou inclusive a Mariza e se casaram. Ele faz o transporte de passageiros entre Altamira e o travessão, como chamam as estradas vicinais. Ela é economista e trabalha na prefeitura. O Marcelo numa empresa de contabilidade. O Ronaldo trabalha com motos, mas não lembro o nome da oficina. Disseram que ele é o bicho montado na magrela!

Pescaria Bil30 - Pescaria Bil30

Pescaria Bil31 - Pescaria Bil31

Eles nos receberam tão bem que a vontade de ficar foi enorme. O convite para voltarmos no verão daqui já foi feito e o desejo de vir quase não me deixou ir embora. Impressionante como o povo daqui é hospitaleiro!

Pescaria Bil35 - Pescaria Bil35

Só que o Bil e o Silvio ainda tinham outras surpresas guardadas e partimos para Belo Monte.

Pescaria Bil26 - Pescaria Bil26

Pescaria Bil33 1 2 - Pescaria Bil33 1 2

Silvio e a Maria traz a vela!

Pescaria Bil38 1 2 - Pescaria Bil38 1 2

Seguimos por mais uns 80 km e chegamos na casa do irmão do Bil, o Galego. Esperamos ele chegar, fizemos fotografias com o Foguinho, o Macaco. Fomos para a Casa do Chico Preto, na margem do rio Limão. Esperamos o Galego voltar e fomos novamente para a pescaria…….aquela que o Marcos contou….Com o Galego e o Parazão, filho do Chico Preto.

Pescaria Bil42 1 2 - Pescaria Bil42 1 2

Chico Preto

Depois disso veio o retorno à Altamira. Era madrugada e eu e Marcos nos alternávamos na direção para driblar o sono. Chegamos em “casa” quase cinco da manhã.

Em casa entre aspas porque essa é mais uma história. Lembram da Claudinha, de Pacajá. Aquela que aparece numa foto dando banho no Marquinhos. Pois é! Ela foi nosso anjo da guarda em Altamira. Quando soube que estávamos no hotel Globo disse: nada disso! Minha casa está vazia, podem ficar lá. Ficamos. Onze dias, eu acho!

Claudinha e Marquinhos 1 2 3 - Claudinha e Marquinhos 1 2 3

Por causa da Claudinha conhecemos a Scheyla e a Linda. Elas são filha e mãe, nos contaram altas histórias da época em que chegaram em Altamira e nos deram a maior assistência durante os dias que estivemos por lá. A Scheyla dava um alô, quase todos os dias, quando estava passeando com os seus cachorros. Que mancada! Não temos nenhuma foto com elas. Alô Scheyla! Manda uma foto de vocês?

No dia seguinte à pescaria começou a faina da caixa direção, que aqui se chama setor. Desmontamos quase tudo. Havia um calo terrível que chegava a travar o volante. Através do Bil conhecemos o Augusto. Figuraça também e fizemos amizade rapidamente.

Oficina do Bil6 1 2 - Oficina do Bil6 1 2

Depois de torcer o nariz ao saber que o carro era uma Land, aceitou o desafio de desmontá-la. Voltei para a oficina do Bil e deixei a caixa presa apenas por dois parafusos. O Bil me deu uma carona até em casa e o carro ficou esperando pelo Augusto para a manhã seguinte.

A partir daí grudei no cangote dele e quase passei a ser a sua sombra. As vezes me perdia dele e cheguei a perder vários gramas nas idas e vindas entre a oficina dele e a do Bil.

O Augusto desmontou a caixa. Eu junto. – Tem que levar num torneiro, e eu junto. Tem que comprar eletrodo para fazer enchimento no fuso, e eu junto. – Precisa sacar o pino do rolete, e eu junto. Andei uns bons quilômetros na garupa da Bis do Augusto.

Oficina do Bil2 - Oficina do Bil2

A verdade é que os roletes de um rolamento da caixa quebraram e com isso quase perdemos o fuso. O cara topou fazer um armengue e devido à falta de peça e tempo para esperar, ficou bom para as possibilidades e nem tanto para ser definitivo. Avisados já estamos. Palavras do Augusto: – Isso é para chegar em casa!

Oficina do Bil5 - Oficina do Bil5

Ainda na oficina do Bil conhecemos o Flavio, que por coincidência é amigo do Marcelo de Macapá. Essa foi uma baita coincidência mesmo!
Quando estive, em 2003, pelas bandas de Macapá conheci um xará. Durante a viagem atual ele me mandou um e-mail dizendo que ligasse quando eu chegasse em Altamira, pois ele tinha um amigo lá que seria nosso amigo também. Ligar não deu, mas mandei um e-mail de volta. Não conseguimos nos falar e eu já achava que não conheceria esse novo amigo. Pois não é que esse amigo era o Flavio!? Nos conhecemos de qualquer maneira. Pena que não temos uma foto juntos. Senão a colocaria aqui.

Flavio – caso esteja acompanhando o blog e tenha uma foto sua, por favor mande-a.

Ainda na oficina do Bil conhecemos o Daniel Ulian. Ele estava voltando de uma pescaria com o filho e foi ver um problema na roda traseira do carro. Conversa vai, conversa vem com o Marcos, ficou sabendo que iríamos passar por Medicilândia e intimou. Chegando lá, é para me procurar………Mas a história do Daniel eu conto depois, pois essa é bem longa. A propósito ele foi a primeira pessoa que encontramos em Medicilândia e estou bem no balneário dele escrevendo esse artigo.

Por esses e outros acontecimentos em Altamira que o tempo passou tão rápido e que a vontade de ficar nos “prendeu” lá por tanto tempo. Enquanto escrevia esse artigo me esqueci que tudo começou com a palavra conserto. Aqui como lá, parece que tudo foi pretexto para ficarmos mais tempo. Mas quem está de passagem tem que ser firme na hora de partir. Caso contrário nem conseguiríamos sair de casa.

Como vocês já perceberam, agora estamos em Medicilândia. Mas antes ainda tem Brasil Novo. Vou fazer o seguinte:
Deitar um pouco, pois já passa da meia noite. Amanhã continuo. Antes de partir, mais uma foto……

Medicilandia7 - Medicilandia7

Boa noite para vocês!

21 comentários 6 de Março de 2008 às 22:17 admin


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