May day…………..
13 de Fevereiro de 2008 às 23:20 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 3007
Pessoal
Era brincandeira mesmo. Achava que muitos iriam pensar que havíamos perdido algo, menos o texto.
Em Anapu a net é ou está muito lenta. Não tem jeito de atualizar o blog……….uma hora para navegar em três páginas ou coisa do tipo. Dizem que é o Link via satélite……..Seja lá o que for, fico devendo as novidades.
Amanhã deixaremos Anapu tendo Altamira como destino. No caminho algumas cidadezinhas que não constam no roteiro, mas que descobrimos no caminho.
Chegando em Altamira farei a atualização do blog com todos os detalhes e fotos desse trecho.
No mais, tudo anda muito bem graças à companhia de vocês. Devemos ficar alguns dias no maior município brasileiro.
Como ressaltou o Vito (Realmente vale a pena uma visita ao blog dele - há um link direto no nosso), chegamos aqui numa data especial para uma parte da população. Estavam comemorando - assim mesmo falam por aqui - o terceiro aniversário da morte da Dorothy Stang. Mesmo não sendo muito informados da causa, fomos ao evento, acompanhamos um pouco de tudo que aconteceu e visitamos o túmulo dela.
Aqui há uma controvérsia a respeito do trabalho dela, mas numa coisa são unânimes: “a sua morte não trouxe nenhum benefício para a cidade. Foi um erro!” Mas confesso que sobre o assunto, o máximo que posso falar é o que as pessoas dizem por aqui. Depois falo um pouco mais sobre Anapu.
Vou ficarpor aqui. dei uma passada rápida na lanpara enviar notícias. Durante o dia foi impossível.
Assim que der enviarei mais novidades.
Obrigado por viajarem conosco.
Boa noite!
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8 Comentários Faça seu próprio
1. William Siqueira | 14 de Fevereiro de 2008 às 09:14
Fala macacada, tudo bem por aí? E o carro, se comportando bem?
Continuo antenado no blog, sempre ansioso por novas notícias.
Fico imaginando a dificuldade de conexão por estas bandas…
2. Paulinho | 14 de Fevereiro de 2008 às 12:16
Irmãozinho,
A título de ilustração para o Blog e para vcs em Anapu, segue um texto sobre a missionária:
Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
Atuou ativamente nos movimentos sociais no Pará. A sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional.
A religiosa participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e conseqüente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica.
Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande.
Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: «Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.»
A Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.
Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que logo em seguida lhe balearia.
3. Tio Quincas | 14 de Fevereiro de 2008 às 23:06
Olá rapaziada…
Tudo indo bem…não !!!! Alguns imprevistos eram esperados ainda mais em ” terras tão distantes…” onde nem satélite pega …quer moleza..!? senta no algodão…rsrsrsrs!!!
Segura o ” Busão com mão leve ” .
Quincas
4. Bernardo | 15 de Fevereiro de 2008 às 06:59
Alô, Martulinos!
Bom saber que tudo está rodando bem e que não houve até agora nenhum problema com os três (vocês dois mais o buzão).
Gostei de ver as fotos da estrada enlameada e os caminhões presos no barro… mostra quão longe estamos de nos tornar de fato um país desenvolvido.
O Brasil muito além das capitais é outro, não é?
Abraços,
Bernardo.
5. Vito | 15 de Fevereiro de 2008 às 14:44
Amigos, obrigado pela indicação do Blog. Bondade imensa. Acontece que justamente nesta semana a atualização foi pras cucuias porque estou com milhões de coisas relacionadas a trabalho e porque a internet resolveu não funcionar. Hoje, por exemplo, estou acessando de uma lan house, assim como vocês têm feito por aí.
A questão que envolve Dorothy Stang, como mostra o texto que o Paulinho deixou aqui, está relacionada com o eterno conflito de terras no Brasil, coisa que acontece desde que os portugueses colocaram os pés aqui.
Primeiro foram os conflitos com os índios, depois com os franceses, espanhóis, ingleses, holandeses e outros “eses” de nacionalidades diversas. Essas terras sempre foram e continuarão sendo muito cobiçadas.
A única coisa que espero é que o trabalho e a morte da Irmã Dorothy não tenha sido em vão, assim como não o foi o trabalho e infelizmente, a morte de Chico Mendes. Todos torcemos por um Brasil melhor e mais justo, mas para isso precisamos de investir em Educação.
Por falar nisso, estou ansioso por saber como foi a sessão (ou as sessões) do Cinema Transamazônico. E outra: vocês tiveram oportunidade de ver as escolas públicas por aí? Quando da minha breve passagem pela Região vi uma escola que seria muito interessante, caso não fosse o fato dela estar localizada aonde estava por puro desinteresse do poder público: era uma única “sala de aula”, embaixo de uma mangueira, onde uma abnegada professora lecionada das 8 às 12 horas, para crianças cujas idades iam de cinco aos 12 anos.
Coisas do Brasil.
Forte abraço e boa viagem até Altamira.
Aliás, Marcos, lembra da nossa conversa sobre Altamira??? Hahahahahaha!!!!!
6. Fernanda | 15 de Fevereiro de 2008 às 15:35
Aproveitando o comentário do Vito… o Fantástico está anunciando uma matéria neste domingo sobre as distâncias e dificuldades que as crianças de comunidades diversas no Brasil precisam enfrentar para chegar a escola. Esse é um assunto que sempre causa grande interesse e precisa mesmo ser divulgado e denunciado. Como queremos ser desenvolvidos se nem conseguimos oferecer escolas que as crianças consigam frequentar?? Vejam se vcs conseguem algum “artigo” sobre isso que a gente divulga por aqui… Bjs e esperam que estejam bem. Fiquem com Deus.
7. Joandina | 15 de Fevereiro de 2008 às 18:40
Já estou na Bahia. Em casa, posso acompanhar melhor a viagem de vocês.
Bjos.
Joojô
8. Cesar Siqueira | 26 de Fevereiro de 2008 às 13:34
Grandes expedicionarios !!!!!!! não vejo a hora de estar tb nas estradas , vejo que estão aproveitando bastande a expedição !!!! fico feliz em tudo esta dando certo, estou precisando de algumas informações , vamos la :
estão tendo alguma dificuldade em combustivel???
os valores por litro ???
muita chuva???
tende a piorar a chuva pela esperiencia dos moradores da região???
estão pegando muita balsa??? qual media de valores??
fico grato pelas informções
110 abraços
Cesar Siqueira
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