Pacajá………quase partindo!
Antes das novidades, algumas curtas…..
Conforme o Vito levantou, as lans são parte do sucesso desse nosso bate papo. Por aqui aprendi a diferença entre uma lan e um cyber. Segundo o povo daqui, as lan´s são mais voltadas para jogos. também tem acesso à internet (é claro!), mas as máquinas, em teoria, são mais rápidas, com melhor resolução e vivem lotadas. Sobre esse ponto acho que vale ressaltar. Elas realmente tomaram as cidades pelas quais passamos. Por menor que sejam. Falta luz, mas não falta gente na lan. Com conexão, rápida, lenta ou cagadal, sempre há pessoas nelas.
Mas não podemos esquecer o lado ruím da coisa. Algumas são pontos de distribuição de drogas, outras usadas apenas para diversão.
Bom. que sejam o usadas! Afinal o mal está em toda a parte.
Uma coisa que achei curiosa é que a maioria das máquinas está ocupada de jovens e crianças que transferiram o video game para a lan house. Nas minhas pesquisas informais de rabo de olho percebo que os sites de relacionamento também encabeçam os visitados.
Do Alaor não ter visto a cobra tudo bem! O pior foi passar ao lado dela, quase tocar e não vê-la. Vou mandar a foto novamente. Dessa vez mais clara.
Também estou ficando viciado em localizar lans e manter o papo com vocês. Assim que chego nos lugares, a “primeira coisa” que faço é saber se tem internet. Não é a toa que o nome do carro é Busão. Assim todos cabemos nessa viagem.
Raphael - escrevi teu nome errado. Desculpe! Que bom que veio ao Blog. Quando voltarmos ao Rio conseguiremos reunir parte da turma da Chapada. Para reunirmos todos teremos que armar uma outra viagem. É possível! Legal também o fato da tua irmã ter sido guiada pelo Sr. Wilson. Coincidências? /// Pessoal - para entender o comentário do Raphael precisamos voltar ao artigo Mistérios da Viagem………
Antes de vir para a lan consegui fazer uma entrevista com a Dna. Maria. Uma das pioneiras. Foram 40 minutos de bom bate papo, registrados em video. Por outro lado perdi a com o Sr. Antonio do DNER. Ele teve que ir a Belém, visitar a esposa que não passa bem. Melhoras a ela Sr. Antonio.
Alguns dados conquistados por vocês:
Ultrapassamos os 100 comentários
Chegamos aos 4.000km
Encontramos 4 pioneiros
Como vcs verão mais abaixo……………..
Como eu havia dito ontem, chegamos em Pacajá. A cidade é composta, basicamente, por pessoas de outros estados, atraídas pela proposta de progresso lançada pelo governo Médici. Vale a pena fazer uma visita ao site do governo do Pará. Lá, eles contam de forma suscinta, um pouco dessa história.
Para chegarmos passamos por aquelas cidades que contei ontem e encontramos pioneiros apenas na Agrovila, em Maracajá e aqui em Pacajá. Segundo os moradores, a maioria já se foi. Por desistência ou por ação do tempo.
Entrar na Transamazônica foi uma confusão de sentidos. Passei de emoção à frustração. Esperava há anos conhecer a estrada e na hora que colocamos o pé nela, a recepção foi uma L200 passando a mais de 100km/h. Logo depois uma D-20 (lotada) pelo menos com a mesma velocidade.
Vou voltar um pouco………. Ao sairmos de Marabá sabíamos que teríamos cerca de 40km de asfalto pela frente. Depois disso só o barrão vermelho, se molhado a baba de quiabo. Pois é! Seguimos os km de asfalto e encontramos o barro. Mas a estrada de barro parecia até pavimentada de tão lisa, larga feito a “Dutra”. No primeiro momento realmente nos frustramos (quanta ignorância!).
Bom! Com barro ou não, sabíamos que o Famílias da Transamazônica começava de fato naquele ponto. Fomos em frente.
Para quem acompanha a viagem pelo roteiro, o primeiro ponto era a Agrovila Castelo Branco, chegamos lá aos 46km. Paramos no borracheiro na beira da estrada e depois de uma conversa rápida descobrimos que o Mazinho havia trabalhado na construção da rodovia, no trecho até Altamira. Fomos atrás dele.
Encontramos Sra. Eurídice, sua esposa. O Mazinho está para a roça, não tem hora para voltar!. Disse ela.
- E os seus filhos? Perguntei.
- Estão todos para Campo Grande. Mudaram para lá. Aqui vivemos somente nós dois.
Assim a conversa seguiu, regada a suco de cajá. No lugar da foto do Mazinho com a sua família, segue a da Eurídice.
Primeira bola. Na trave! Fiquei bastante animado, achando que dali para a frente seria fácil encontrar as pessoas. Reunir as suas famílias, já sabia que nem tanto.
Seguimos em frente até chegarmos a Novo Repartimento. Era terça-feira de carnaval e queríamos apressar o passo por dois motivos: chegar logo em Pacajá e os avisos para evitarmos de dormir por Novo Repartimento. Não nos pareceu um problema dormir por lá, mas resolvemos adiantar o passo.
Fica a pergunta: qual é o gentílico de Novo Repartimento?
No caminho muitas cenas interessantes, como a “geração de pontes”. Parece que a cada ano um cai e constróem outra nova ao lado.

Como falei ontem, o cenário mudou muito em relação à a Chapada dos Veadeiros. Aqui há muita água nos rios também, principalmente por causa da época do ano, que chamam de inverno. Mas a paisagem é mais árida, um calor danado, difícil de ficar no sol e no horário entre meio dia e às três da tarde é quase impossível andar pelas ruas.
Enganou-se quem pensou que iria encontrar um clima fresco, com muita chuva e muita mata. Não é verdade. Como desde o início da implantação da rodovia, o incentivo do governo era para o desmatamento, assim foi feito e há locais aonde é necessário rodar por mais de 40km numa vicinal (estrada secundária, perpendicular à BR 230) para se ver a mata.
Nós levamos cerca de dez horas para percorrermos os 282km que separam Marabá de Pacajá. Não por causa da estrada, mas por termos parado em vários lugares para procurar os pioneiros.
Chegando em Pacajá fomos muito bem recebidos. Estamos no hotel da Dna Maria, uma das pioneiras, que já na chegada nos acolheu como quase filhos e contou várias histórias da época em que colocou os pés por aqui.
Também conhecemos o Sr. Antonio que trabalhou na abertura da 230. Era funcionário de DNER, atualmente trabalha na prefeitura.
Por falar em prefeitura, fomos muito bem recebidos lá. Conversamos com o Prefeito Edmir que, como disse anteriormente, é padre e querido na cidade. Da nossa conversa surgiu uma sessão de cinema na cidade que acontecerá hoje (09/02/2008) às 20:00. Todos estão convidados.
Ontem conseguimos visitar a fazenda de manejo florestal do Chico Tozetti, que nos mostrou a viabilidade da extração legal da madeira. Ele, mesmo, nos contou que no passado não era tão consciente. Mas que hoje a regra em sua propriedade é explorar os produtos da mata, causando o mínimo impacto. Na foto abaixo vocês quase vêem o Marcos sentado ao pé de um Cedro Arana. Um troféu! segundo o Chico.
Nem deu para mostrar a árvore toda na foto. Éramos quatro a tentar abraçá-la e nem chegamos perto disso.
Outras histórias………
De ontem para hoje passei, quase o dia todo mal. Dores de estômago e uma indisposição incrível. Acho que foi efeito colateral do remédio para malária. Calma aí! Não estou com malária, não!
Antes de sair do Rio fui ao Cives (UFRJ) e segui a recomendação do médico de lá, para tomar um remédio para a malária (por precaução). Ele me advertiu aos efeitos colaterais e acho que tudo bate. Hoje estou bem melhor. Devo deixar o remédio de lado. Melhor! Meu remédio será muito Exposis.
Sobre a malária………por aqui dizem que está extinta. O mal agora é a água, vermes em consequência e a gripe. É comum que as pessoas nos digam: malária já tive umas 10. Meu medo é da gripe.
Uma das nossas lentes da máquina fotográfica quebrou. Já a despachamos para Sampa e esperamos pegá-la de volta em Altamira. Para quem gosta de fotos, estamos procurando uma nova também. A nossa era Nikkor 28-70 mm. Se souberem de alguma, mesmo que seja de outra marca, fale! Ou escreva!
Queira fazer uma correção referente ao início da viagem na 230. Ao chegarmos nela, disse que o sentimento era de frustração. Puro fruto da ignorância. Depois de percorrermos 280 km percebemos que, apesar de queremos ver o barro molhado, a vida das pessoas seria muito mais castigada, caso a estrada estivesse como queríamos. Mais para a frente haverá barro molhado!
No 112, como é conhecido o trecho, passamos por duas carretas atoladas. Parecia ser um indício de muita aventura pela 230. Não é que dias depois conhecemos o protagonista dessa história. Era o Orlando José da Silva, quen saiu de São Paulo para Novo Repartimento e Pacajá num Volvo abarrotado (40 tonelandas) de sal mineral para o gado. Ele ficou atolado no 112, passou 5 dias para tirar a carreta de lá, graças a ajuda ($$) de tratoristas e de pessoas da região chegou a Pacajá. Teve que retirar metade da carga e passar para outro caminhão, contar com a ajuda de um fazendeiro para levar-lhe o marmitex e poupar sua dispensa.
Já em Pacajá outra furada. O vendedor de sal disse-lhe que a fazenda para a entrega ficava há 3 km da Transamazônica. Os 3 viraram 25. Aos 11, aproximadamente, atolou novamente. Caminhou por vários, pegou carona no lombo de um cavalo, chegou até a fazenda e conseguiu um trator de esteira para retirá-lo de lá. Finalmente entregou a carga.
Hoje, de volta a Pacajá em outro caminhão e com destino a Belém (se não me engano). Dessa vez com o radiador furado e esperando o pelo conserto se sentia cansado, com saudades de casa e não via a hora de partir. Anotou o endereço do blog e disse que pediria à sua filha que nos fizesse uma visita
Ainda hj entrará a foto do Orlando. vou baixar da câmera!
Bom retorno, Orlando! Que sua viagem de volta seja segura e sem contratempos.



18 comentários 9 de Fevereiro de 2008 às 16:48 admin






























