Marabá………quase ficando para trás.
3 de Fevereiro de 2008 às 16:36 admin | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 2603
Nossa chegada em Marabá foi muito tranquila. Como disse, chegamos pela Transamazônica, e apesar de não haver terra nela por aqui, já foi uma grande emoção. Afinal o projeto começa a partir daqui. No total rodamos 3.098km e partimos do Rio de Janeiro no dia 19. Para quem está chegando no blog agora, estamos na estrada há dias, passamos por Alto Paraíso de Goiás e aproveitamos para conhecer a Chapada dos Veadeiros.
Em Alto paraíso realizamos uma sessão de cinema. Respondendo ao Marco Aurélio, foi o local da cidade aonde vimos mais pessoas reunidas. Tinha para todos os gostos. Famílias, namorados, crianças soltas, adultos desacompanhados etc. Todos ilustres!
Ao final da sessão fomos aplaudidos pela iniciativa, antes alguns se ofereceram para ajudar na montagem, as pessoas presentes no horário marcado escolheram o filme, muitas vieram conversar conosco sobre o projeto durante a sessão. Ao final do filme uma família inteira (Não lembro o nomes deles – se estiverem acompanhando o blog, por favor digam seus nomes e mandem uma foto) veio conhecer o carro e como viveríamos os próximos dias. Na hora da despedida fomos com vontade de ficar.
De lá fomos para São Jorge. Era para ser uma passagem e acabou levando um dia e meio que valeu muito. Depois descemos (ou subimos) para Minaçu aonde não conseguimos realizar a sessão para os Avá-Canoeiros e de lá pé na estrada para Marabá.
Chegamos aqui, arrumamos os últimos detalhes e já estamos de partida. Por falar em detalhes, vamos à Marabá:
Assim que colocamos o pé aqui fomos recepcionados pelo Junior Bacana (ironicamente da Funai). Botafoguense “roxo”, morou no Rio por 10 anos. Ele nos levou a sua casa, apresentou seu filho, seus troféus do convívio de vinte anos com os índios e nos levou ao restaurante do Cearense. Boa comida. Estávamos famintos.
De lá saimos correndo para resolver algumas coisas. A primeira delas era pegar os pneus Maxxis Mudzilla que estavam com o José Batista, amigo da nossa amiga Evanize Sydow, que os recebeu há quase um mês e cuidou deles com muito carinho.

Depois foi a vez do chiado da pastilha traseira, da desmontagem e montagem das rodas, de lavarmos as roupas sujas, de passarmos no banco, de revisarmos o carro, de almoçarmos, de procuramos um lugar para balancear as rodas, um lan house para atualizar o blog, de dar uma geral no carro, de vedar uns furinhos que encontramos. Ufa! Quase deu tempo para tudo. Teríamos conseguido se não fosse a falta de luz na cidade. Brincadeira. Quase tudo é verdade, exceto que teria dado tempo para fazer tudo. Nunca dá!
Em Marabá fomos recebidos muito bem desde o primeiro momento. Vou elencar: O Junior Bancana da Funai, o José Batista da Pastoral da Terra, Os oficiais do 52º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) que são os “únicos” que possuem Defenders por aqui, o Domingos da Casa do Borracheiro, o Thiago, o Samuel e a equipe da GL Pneus, o pessoal da Transportadora Bertollini, O Océlio, a Maria Luiza e a Letícia, o pessoal do Art Hotel, O “Abreu” e o Wanderson do Armazém Paraíba e todos os outros que conhecemos aqui. Resumindo. Estamos em casa!
Fico devendo três histórias. A do Océlio e sua família, como foi o caminho até Marabá e a odisséia dos pneus.
O Océlio ficou de pedir a Amanda, sua sobrinha, para acessar a internet e nos mandar uma fotos deles. Assim que a foto chegar eu conto a história.

Ontem Marabá ficou sem luz por algumas horas e sem internet e telefone até o final da noite. Queria ter publicado os textos ontem, mas não deu.
Daqui partiremos para Novo Repartimento. A partir de agora a coisa fica séria. Previsão de 200 mm de chuvas. Fevereiro é o mês mais chuvoso e passaremos todo ele no Pará. Devemos chegar em Jacareacanga no final do mês para fazer o Amazonas. O trabalho agora é de garimpeiro. Algumas pessoas daqui acham que encontraremos muito poucas famílias da época da implantação da rodovia.
Já está quase tudo pronto para partirmos. O Marcos ficou de fazer umas fotos de Marabá. A cidade tem uma parte bonita bem na beira do Rio Tocantins, na Marabá Velha ou Pioneira (como a chamam por aqui). É um misto de simplicidade da vida de pescador com progresso.
Quase não tivemos tempo de curtir a cidade. Ficamos quase todo o tempo por conta dos ajustes do carro.
Ontem fomos “brincar” carnaval, que aqui acontece em blocos que são muito pequenos, se comparados com os do Rio. Como não corremos atrás de abadás, ficamos do outro lado da corda. Até a hora que ficamos na rua vimos muitas famílias brincando juntas, muitas crianças e adolescentes também. Algumas coisas me impressionaram, mas as principais foram a presença da polícia, a “repressão” à venda de álcool para menores e apesar do grande consumo de bebida, nenhuma, ou melhor. Uma briga apenas.
Novo Repartimento nos espera. Foi dada a largada.
Até logo.
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2 Comentários Faça seu próprio
1. andreia costa | 20 de Agosto de 2008 às 14:25
oi amigos eu moro no maranhão mas tenho o pará no coração
gostaria se possivél q voces mostrassem fotos da praia do geladinho há e essas fotus ficarão muito lindas mesmo. xauuuuuuuuuuuuuum bjo galera!
2. naylla oliveira | 6 de Julho de 2009 às 19:19
olá sou dessa cidade linda que é marabá e gostaria muito que vcs mandassem fotos do seu por do sol, da orla e tudo que lá tem de bonito para o brasil conhecer bjos………..
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