Projeto Famílias da Transamazônica

O projeto Famílias da Transamazônica realizou o registro fotográfico e conta um pouco da história de famílias que vivem ao longo da BR 230 e que migraram para a região atraídas pelo sonho de prosperidade, durante a fase de construção da rodovia. Além do registro, o projeto Famílias da Transamazônica realizou sessões gratuitas de cinema ao ar livre, para comunidades instaladas ao longo da estrada.

Fomos os únicos a percorrer toda a BR230 nesse “inverno amazônico” de 2008. Foram 80 dias de viagem, dos quais 60 pela Transamazônica. Percorremos cerca de 7.000km, passando pelos estados de Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Pará, Amazonas e pelo Distrito Federal.

É, foi uma viagem…Aos mais remotos e belos lugares e à Alma dos legítimos desbravadores da Transamazônica.

Mais que isso, oportunidade única de comprovar a riqueza e simplicidade de nosso povo, de nosso Brasil. O constante se emocionar em rodar pela Gigante de Terra, em brincar com as crianças, conversar com todos.

É, foi uma viagem… Interior que provocou, e ainda provoca mudanças. De atitudes, de pontos de vista, de compreensão. Voltar nos tornou diferentes, mais pé no chão e com uma vontade de uma hora destas, retornar.

Esse blog é o convite que deixamos para que viajem conosco.

1 comentário 18 de Julho de 2008 às 11:55 admin

O último trecho

Sob o pretexto de estar esperando o Busão chegar, que demorei tanto tempo para escrever esse artigo. Estar de volta ao Rio de Janeiro e nos braços da família reúne tranquilidade e inquietação.

Chegar de uma viagem de 80 dias, dos quais mais de 60 foram passados na Amazônia é algo mais complexo do que voltar da Disney, da Patagônia, do Nordeste ou de tantos outros lugares nos quais já estive.

Desde que voltei da Amazônia vivo um misto de querer ficar em família e de voltar para lá. Como disse meu amigo Adilson, de Porto Velho, são os Deuses e Espíritos da mata. Devem ser!

Essa viagem foi a mais social que já fiz. Apesar de ter conhecido muitas belezas naturais, as maiores belezas que tive a oportunidade de vivenciar foram as pessoas que conheci.

Bom! De volta ao Rio tento me envolver com outros projetos na tentativa de não permanecer viajando. Ou na tentativa de fazer essa viagem durar um pouco mais……….

Como prometi, estou colocando no ar o último trecho da viagem e fiz um resumão saindo de Apuí e indo até Porto Velho. Já decepcionando uma parte da tripulação, não tenho registros fotográficos de Apuí – perdi as fotos – e de Porto Velho – não sei aonde estava com a cabeça –. Mas tentarei mostrar como foi o “trecho” assim mesmo.

De Apuí vale deixar um registro muito importante: O xará Marcelo Fuzinato da Gaia Expedições (www.gaiaexpedições.com) foi super amigo. Ligou de São Paulo para o seu amigo Marquinhos, que mora em Apuí e o Marquinhos, por sua vez não aquietou enquanto não me encontrou na cidade e me ciceroneou. Uma senhora força! Dizem por Apuí que o Marquinhos será o próximo Prefeito de lá. Boa sorte e muito obrigado ao Xará e ao futuro Prefeito.

Saí de Apuí com a intenção de chegar até a balsa de Matá Matá e dormir por lá. Eram 4 da tarde e até daria uns 100km mais ou menos. Enrolei um pouco na cidade, passei numa oficina pensando em cortar o cabo de aço do guincho traseiro que estava puído. Resolvi não cortar e segui. Saí um pouco depois do ônibus e em poucos metros o passei.

Cheguei na balsa ao anoitecer. Que bom! Um caminhão boiadeiro ficou “entalado” na rampa da balsa quase o dia todo. Mesmo que tivesse chegado cedo, passaria o dia esperando. Quando cheguei ele ainda estava lá. Saiu tarde da noite.

Ao chegar conheci três figuraças que estavam de castigo com seus caminhões na beira do rio Airupanã, por causa do caminhão entalado do outro lado.

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Eles são Udson, Cobra e Paulinho…nessa ordem. Sairam de Rio Branco, no Acre, e foram até Apuí pegar uma carga de madeira. Também estavam a caminho de Humaitá e depois de muita conversa e de me darem uma aula de rádio amador decidimos sair cedo no dia seguinte para passarmos logo na balsa, antes que outro “entalasse”.

Como o rio estava muito cheio, a balsa não podia encostar no “ancoradouro” e os carros, digo, carros, caminhões, caminhonetes, carretas, ônibus, bicicletas, motos e tudo mais tinha que embarcar na balsa com água nos joelhos (na altura dos meus, é claro!).

A balsa “dormiu” do outro lado do Aripuanã e logo pela manhã a dúvida……..será que vai subir?

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Será que vai descer?

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Mas com uma ajuda do pessoal, desceu.

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Agora era a nossa vez……..

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Ops! Eles não. Esses estavam muito bem. Como ia dizendo, a nossa vez!

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O Udson quase passou! Com o caminhão tracionado quase deu. Ficou faltando um pouquinho. Esse pouquinho ele foi com a ajuda do Busão, que já havia descido. Ah! Lembram do cabo de aço que resolvi não cortar em Apuí? Foi cortado agora. Mas ganhou uma mão de amigo que ficou show de bola. Melhor do que se tivesse cortado na oficina. Depois veio o Cobra e……

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No que meteu a “cara” do caminhão na água e acelerou, lá se foi a ventoinha. Para quem não sabe é um ventiladorzão que ajuda na refrigeração da água do motor.

Do lado de cá do rio, entrou em cena o Mercedão que o Udson pilotava e com um cabão de aço puxou o VW do Cobra.

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Restava o Paulinho que já ressabiado colocou o párachoque em cima da carga e seguiu com o caminhão com cara mau….

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Também ficou na água…

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Nessa brincadeira levamos duas horas para descermos todos os possantes da balsa. No fim eu perguntava ao Udson em quanto tempo ele achava que chegaria em Humaitá e ele nem se arriscava em uma previsão.

Depois que passamos todos pro lado de cá do Aripuanã, fomos dar um jeito na ventoinha do Cobra. Do caminhão dele!
Ficou meio avariado, mas decidiu tentar seguir viagem. Em suas contas o valor do frete já quase não compesava mais a viagem. Por isso que muitos se negam a trafegar por aqui nessa época.

Como o comboio andava mais lento, segui o estradão. Estava só novamente…..

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Cheguei no 180. Isso é: Faltavam 180 km para chegar em Humaitá. Lá resolvi dar carona para uma família. Isso mesmo!

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Samuel, Agenilda e as crianças. Em resumo, foi a minha chance de retribuir toda a hospitalidade das pessoas ao longo da viagem.
Apesar do sacode sacode na estrada, dos atoleiros e da noite dormida…

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…debaixo desse telheiro conseguimos chegar em Humaitá no dia seguinte.

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Chegando lá descobri uma cidade interessante. A única aonde se orienta a…..

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Mesmo assim…….

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Humaitá é uma cidade de fácil acesso. Por rio está ligada a Manaus e demais ribeirinhas, há vôos regulares e uma estrada de burasfalto que a liga a Porto Velho. Muitas pessoas na cidade usam a bicicleta. Não há transporte público regular, mas também há muitas motos.

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Esses são o Diogo e o Chaguinha. O Diogo é o secretário de Educação e o Chaguinha assessor de comunicação. Os dois são gente finíssima e, se achei humaitá agradável, como achei muito, parte da responsabilidade é dos dois. Não mediram esforços para agradar. Fizeram questão de apresentar a cidade, como se quisessem que eu fosse morar lá….me receberam de braços abertos, renderam o maior papo, me apresentaram o prefeito Roberto Cury, com quem também rendeu o maior papo e assim foi……….Falaram assim: - Quer conhecer humaitá?

Então entra aí na voadeira e veja que tem a vista da cidade diretamente do Madeira……..

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Tem as balsas de garimpo…….

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Tem a madeireira nas margens do rio……..

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Tem árvore cheia de frutos…..

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Tem gente que leva açaí para o mercado. E eu que comprava todos os dias…….

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Tem gente que chega…….

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E que vai embora……..

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Epa! por falar em ir embora….já estava esquecendo e quase fiquei. Mas lá em Humaitá achei que já estava muito perto e precisava conhecer Lábrea. Até nisso o Diogo me ajudou. O Chaguinha estava todo animado para ir. Diogo nem tanto e resolveu encontrar alguém para ir comigo.

Antes disso andamos pela cidade inteira especulando como seria chegar até lá. Uns diziam: dá pra ir. A maioria dizia: não passa!

- Quem vai? Eu queria saber
- O Maloteiro, alguém falou. Mas as balsas são dele e para passar só com autorização.
- E aonde está o Maloteiro?
- Sei lá! Acho que tá pra lá.
- Mas quem sabe?
- Já foram na casa dele?

E fomos. Diogo e eu. Eu para me convencer de que era possível. Diogo para tentar me mostrar que era melhor ficar. Ao chegarmos na casa do Maloteiro não vi o carro dele. Mau sinal! Entrei no terreno, assim meio sem graça, bati palmas e nada. Gritei e nada. Fui entrando e torcendo para não ter um cachorro bravo. Medi bem a altura da mureta e pensei meu plano de escape.

Cheguei até a porta da casa e ninguém percebeu. Quando falei oi o susto foi geral. Deles com o meu oi e meu com o susto deles.

- Tudo bem? Desculpe invadir a sua casa. É aqui que mora o Pedro, o maloteiro?
O slilêncio entre a perguanta e a resposta parecia uma eternidade. Daí a moça morena ajeitou a criança a qual dava de comer, me olhou meio desconfiada e disse:

- Aham!
- E ele está? Perguntei.
- Ah, ah!

Comecei a achar que o Diogo estava certo, mas antes disso resolvi tentar mais algumas perguntas e saiu:

- Sabe me dizer se ele está pra Lábrea?
- Está sim. Foi com o pai dele e só volta na segunda-feira.

Isso era no sábado. Pensei comigo mesmo que não daria para esperá-lo. Meu dia de ir era aquele e resolvi perguntar se ela conhecia a estrada, se sabia se era muito ruím mesmo, se realmente não dava para passar, se as balsas eram deles mesmo e se ela poderia dar uma autorização para eu passar nas balsas.

Ela não foi muito animadora. Disse-me que o achava que o marido ía “praquelas” bandas porque era louco e que a autorização era só com ele.

Mesmo assim decidi tentar. O Diogo desistiu de me fazer desistir. Achou o Paulinho que falou que iria amarradão. Fiquei desconfiado do Paulinho topar amarradão, mas falei com ele para arrumar a bolsa que a gente precisava sair em 15. Demorou um pouco mais, mas ele foi rápido!

O Paulinho apresento já já. Primeiro vou mostrar, mais ou menos na ordem, como se chega em Lábrea……….

Primeiro você anda um bocado numa estrada meio esburacada. Quando já está cansado da estrada vem a…..

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Balsa do Ipixuna. Essa é rápida! Depois você passa pelo Estreito – guardem esse nome – e chega do lado de cá do Açuã…

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Daí você espera

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Espera

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e espera…..

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Daí, chega o Mineiro …….

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………e diz que não vai te atravessar, que o rio está muito “brabo”, que a correnteza está muito forte, que isso não é época de passar de carro por lá, que você está louco e que para conseguir atravessar a balsa com um carro pesado desse iria precisar de mais dois barcos.

Só a minha rabeta não dá conta……..depois de muita conversa….

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Você espera mais um pouco até ele voltar com os barcos….enquanto isso almoça…

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descansa….Aí ele chega com os outros barcos….

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Começa a maior faina para atravessar. Você começa a achar que está louco mesmo, que a balsa vai ser levada pelo rio…….

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…..um dos barcos quase afunda. Mas dá tudo certo e você segue em frente.

Segue, segue, segue até chegar no Mucuim.

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Chegando lá você chama o Sr. Zé Balseiro, muito bem humorado e …

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Espera. Ele atravessa o rio Muicuim numa canoinha, chega rindo, diz que já estava esperando por você, que o maloteiro já tinha falado da Toyota que viria. Opa! Toyota?

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Daí ele percebe que o carro não é a Toyota, leva você para o outro lado do Rio para falar com o Maloteiro, pois a balsa é dele. Nisso o Maloteiro chega, diz que o Toyota desistiu de ir, faz a maior festa, diz que você é maluco. Que nem ele passa no estreito naquele horário, ainda mais na primeira vez, que você – desculpe tripulação do blog – deve ter o “saco roxo” e……..que talvez a balsa aguente o peso do carro.

Falou o Pedro, vulgo Maloteiro: - Vamos fazer um teste? Vamos ver se ela aguenta. Mas antes você…….

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Depois

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Daí ele – o Maloteiro – mede para ver se a balsa vai aguentar o seu carro….

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E ela aguenta. Daí, ele fala pra você seguir em frente que a próxima balsa fica há mais 40km à frente, que a estrada é boa e que pode tocar.

Você toca, segue em frente, mas já olhando pro relógio e resolve acelerar para ganhar tempo e…….

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Carái……quase capota o carro!

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Isso não!

Daí você sai do carro de mansinho e torce para não ventar e nem chover, senta do outro lado da estrada desolado, fica com vontade de ir ao banheiro, com a boca salgada, se chama de burro, se dá conta de que nada disso resolve. Decide passar o cabo do guincho pelo bagageiro para segurar o carro enquanto termina de descer o barranco, arrebenta o cabo do guincho traseiro, passa o do guincho dianteiro, gasta duas horas para tirar o carro intacto e segue viagem…..

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Chega na Balsa do Marí…

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Conhece o Iran e puxa a balsa para o lado de cá

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Só que a noite…….

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Depois continua seguindo e chega no Paciá, conhece o Evandro e….

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atravessa a última balsa. Contou 5? Então está certo! Daí para frente é moleza. Faltam 36km para Lábrea. Depois disso tudo, mais fácil do que ouvir uma criança dizer que não gosta de jiló.

Agora só falta………

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Acordar e seguir viagem.

Vruuuuuuuu. Voltando a fita! Há um pequeno detalhe. Lembram do estreito? O Paulinho já apareceu umas duas vezes. O estreito nenhuma. Vou apresentar o estreito primeiro, pois pulei essa parte da receita de como se chegar a Lábrea.

Primeiro você espera anoitecer………

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Ops! Acende a luz aeeeeeee……e

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atola e desatola

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Atola novamente e cata uma árvore. Torce para ela aguentar!
Segue em frente e…….

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atola novamente. Ah! Sempre que atolar, lembre-se de desatolar. Depois você fica morto de cansaço e dorme.

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Acorda, nesse estado, dentro do carro e…….

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Atola novamente

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E mais uma

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E mais uma. Perái! Dá pra ao menos lavar o rosto e escovar os dentes?

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E tomar café?

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Olha aí o Paulinho! Mas porque está tomando café da manhã aí?

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Ah, não! Atolou mais uma vez!?

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E mais uma……

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Agora chega! Já dá para seguir viagem,

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revisar as cicatrizes

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e chegar em

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Ufa! Dois dias para percorrer os 210 km no Gps e 238km no odômetro. O carro fez uma média de 4,5km/L e passou duas horas ligado para circular um ar dentro dele. Estava naquele estado!

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Agora bastava fazer o caminho de inverso e poderíamos voltar para casa.

Chegando em Lábrea me tornei o homem da meteorologia. Não desgrudava o olho do céu. Estava preocupado com o caminho de volta. Caso chovesse mais poderíamos ficar presos em Lábrea. Tentei todas as opções de retorno e, exceto se eu quisesse deixar o Busão por lá, para buscá-lo em agosto ou setembro quando tudo está seco, a única saída era o caminho de ida.

Mas nos dias que passei em Humaitá também me senti em casa. Logo que chegamos o Jesus, secretário de Educação, nos recebeu como seus convidados. Os amigos do Paulinho como irmãos. Ficamos as primeiras noites no Hotel Lábrea e a última na casa do Frank.

Chegando lá fomos direto para a

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Consertar o alternador que pifou novamente. As escovas acabaram! Depois fui cuidar da máquina

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Nesse meio tempo, entre ir pra lá e pra cá, descobri uma Lábrea muito interessante. Aprendi que mesmo no trapiche há lugar para “estacionar”

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Para cultivar

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Para a fé

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Para a oficina

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Para brincar

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Com mais amigos

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Para fazer entregas

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Para pescar e brincar

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Para consertar rabetas

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Para almoçar

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Para fazer mais amigos

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Esse é o Chico do lava à jato que precisou de dois dias para deixar o Busão assim

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Também aprendi que lá muitas coisas começam assim

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E se transformam em

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Ou em

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Que viram

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Que geram

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Que começam cedo

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Quem nem sempre estão aonde gostariam

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Mas que gostam daqueles que cativam

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Que conquistam aquilo com o que sonham

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Que sonham enquanto fazem o que podem

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Que pensam em voltar para casa

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Que deixam amigos por onde passam. Esse é o companheiro Paulinho!

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E que voltam porque têm para quem voltar!

Mas antes de voltar eu ainda tinha uma missão:

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Chegar ao final da Transamazônica. Aqui termina a BR230. Daqui para a frente somente navegando pelo Rio Purús. Não adianta. Não há mais mais caminho. Foi muito bom, mas é hora de Voltar.

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FIM DA LINHA!

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Aos que participaram dessa odisséia.

Parceiros - Parceiros

Abreu e o Wanderson do Armazém Paraíba (Marabá)
Adilson Siqueira de Andrade,
Adilton (Pacajá)
Adriana Lyra,
Alaor,
Alessandra, Sr. Wilson e Marta – HR
Alexandre (Jeep Clube – Porto Velho)
Alexandre do lava à jato (Lábrea)
Aline
Aline Pessanha (Champion)
Aloysio Sodré,
Amaury,
Anajô,
André Martinelli,
André R. Ribeiro
Andrevânia (Sucunduri)
Angela (Goiana-Carioca)
Angela Sugai
Anne – Beco do Alemão
Antonio Roque Longo (Prefeito de Apuí)
Antonio, Jaqueline e David (Art Pães – Brasil Novo)
Arinaldo (Medicilândia)
Augusto (Altamira)
Aurivaneide da Mata Cavalcanti (Medicilândia)
Bacabau (Humaitá)
Baianinho (Pacajá)
Beatriz
Belinha (Pacajá)
Bernardo
Bete
Bigode (Sol Nascente)
Bil (Altamira)
Capucho do casquinho (Lábrea)
Carlos (Prefeito de Jacareacanga)
Carlos (Uruará)
Cesar Siqueira
Cezão
Chagas (Brasil Novo e Medicilândia)
Chaguinha (Humaitá)
Chico Tozetti (Pacajá)
Cícero (IBAMA)
Cláudia
Cláudia Mello e Marquinhos (Pacajá)
Curuá (Roberto), Vitória, Bebê (Vitor) e Mara (Sol Nascente)
Daniel
Daniel (Apuí)
Daniel Ulian (Medicilândia)
Daniela, Fernanda e Carolina (São Paulo)
David L Marcelino - Camel Trophy Brasil
Demian Mota Coqueiro
Demian, Soraya e Laila
Diogo (Humaitá)
Divinaldo (Alto Paraíso)
Dna Eurídice e Mazinho (Sr. Osmar) (Agrovila Castelo Branco)
Dna Maria (Pacajá)
Dna. Maria, Sr. José Mascate e Sr Antonio do DNER (Maracajá)
Domingos da Casa do Borracheiro (Marabá)
Dona Joana (Vila São Jorge – Itaituba)
Dona Joana (Vila São Jorge – Itaituba)
Dona Raimunda, Sr. Luiz, Evandro, Regiane e Francisca (a Goiana) (Anapu)
Dona. Antonia (Altamira)
Dona. Maria José e Sr José (Brasil Novo)
Dudu (Vila São Jorge – Itaituba)
Elefantinho (Jacareacanga)
Elenir
Elenir (Medicilândia)
Elizabete
Erico e Mariana (Botucatu)
Esmeralda (São Paulo)
Ester
Evaldo (Niterói)
Evandro (Rio Paciá)
Evanilde, Daniel, Lucas, Maria Eduarda e Sansão (Tocantins)
Evanize Sydow (Rio de Janeiro)
Fábio e Solange – Botas Nomade
Fabricio
Fabricio Assis Carvalho
Fausto (Alto Paraíso - Macaquinhos)
Fernanda
Fernandinho e Artur – Brazil Tires
Flavio (Altamira – Amigo do Marcelo de Macapá)
Francisco (Jacareacanga)
Francisco e Aline – Champion Technologies
Francisco Ruiz (Presidente da Comunidade do 28 – Itaituba)
Franco – Ensimec
Frank (Lábrea)
Galego (Altamira)
Getúlio (Alto Paraíso)
Gilmar (Filho do Prefeito de Jacareacanga)
Glei-so (Índio Mundurucu)
Grande (Brasil Novo)
Grande (Manicoré, quase Apuí)
Gulherme Ávila – Globalstar
Gustavo – BY Roupas
Gustavo (Gaúcho – São Jorge)
Gustavo Diehl
Helena do bar (Jacareacanga)
Helenita
Hugo Deleon
Ilze & Portolan
Índio (Rio Mucuim)
Iran (Rio Marí)
Isabela
Janete (Hotel Macedônia – Humaitá)
Janice
Jeromé (Francês/Carioca)
Jessé (Jeep Clube – Porto Velho)
Jesus (Secretário de Educação – Lábrea)
Joandina
João do lava à jato (Medicilândia)
João Felipe – Hipull
Joao Francisco
João Paulo (Medicilândia)
Joao Pedro (Guapimirim)
Joel Cury (Humaitá)
Joelmo
Joelmo Tavares
José Batista (Marabá)
José Batista da Pastoral da Terra (Marabá)
Josiel
Jr, Bela, Olavo, Frida e Sofia
Julia
Julia martinelli
Juliana
Juliana – Banana Brasil
Júlio Cesar (Lábrea)
Junior Bancana (Marabá – Funai)
Juvenal (Alto Paraíso)
Karina (Lábrea)
Kelly (Medicilândia)
Kiko
Leila e Zé Carlos
Leonor Bianchi
Levy (Brasil Novo)
Lilyen
Luciano Maia
Lucy
Luís (Jatô Restaurante)
Luizinho
Maira
Maira e Joana (Padaria – São Jorge)
Maradona (Lafaiete)
Marcelo
Marcelo (Irmão da Mariza – Altamira)
Marcelo (Sobrinho do Bil – Altamira)
Marcelo (Uruará)
Marcelo Fuzinato – Gaia Expedições
Marcelo Leitão –
Marcelo Santos
Marcia
Marcia (Km 85 – BR230 AM)
Marcio (IBAMA)
Marco Aurélio
Marcos
Marcos (Águia)
Mariana
Mariana Martinelli
Mariana, Manoel e Sonia (São Paulo)
Mariza e Carlos (Altamira)
Marquinhos
Mary Marrenta
Médicos da Terra
Melissa (Paulista/Francesa)
Mineiro (Rio Açuã)
Neila (Tocantins)
Nilde (Lábrea)
Nonato (Jacareacanga)
Norton
O Océlio, a Maria Luiza e a Letícia (Marabá)
O pessoal da Transportadora Bertollini (Marabá)
O pessoal do Art Hotel (Marabá)
Odomar (Apuí)
Orlando José da Silva (Caminhoneiro, São Paulo – Pacajá)
Os oficiais do 52º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva - Marabá)
Palmieri – Kampa Equipamentos
Parazão (Altamira)
Patrick (Humaitá)
Paula
Paula Salomão
Paulinho (Humaitá)
Paulinho da padaria (Lábrea)
Paulinho Mangueira
Paulinho, Cobra e Udson (Rio Branco)
Paulo – Exposis
Paulo (Guia – Alto Paraíso)
Pedro, o Maloteiro (Humaitá)
Plácido (CIVAM Jacareacanga)
Prefeito Edmir (Pacajá)
Professor Francisco (Vila São Jorge – Itaituba)
Rafael (Carioca – São Jorge)
Raimundo, o Black (Apuí)
Raphael Oliveira
Raquel (Guapimirim)
Raquel
Regina e Claudinez – Aliança Offshore
Rico do lava à jato (Lábrea)
Robinaldo (Lábrea)
Rogerio
Rogério (Sub-oficial da Aeronáutica – CIVAM Jacareacanga)
Ronaldo (Altamira)
Rosi
Rosilane
Sabrine (Carioca)
Samira (Carioca – São Jorge)
Samuel, Agenilda e Crianças (Km 180 – BR230 AM)
Sandra (Medicilândia)
Sandra (Secretaria de Educação – Itaituba)
Sandra Vale
Selma (Alto Paraíso)
Sergio Paz
Severino (Rio Ipixuna)
Shayla (Km 85 – BR230 AM)
Sheyla (Altamira)
Silvio (Altamira)
Simone Maia
Solano (Jeep Clube – Porto Velho)
Sr Luiz e Dona Terezinha (Km 85 – BR230 AM)
Sr. Adriano (Cacique Mundurucu - Itaituba)
Sr. Darcy (Humaitá)
Sr. Jorge, Bebê, Ted, João e Jabá (Oficina I P Ramos – Lábrea)
Sr. Manoel Crispin e Dona Elma (Medicilândia)
Sr. Raimundo Bueno (Matá Matá)
Sr. Zé Pixi (Vice Prefeito de Jacareacanga – Índio Munduru)
Sr.Wilson (São Jorge)
Sula (Km 85 – BR230 AM)
Taísa
Thiago, o Samuel e a equipe da GL Pneus (Marabá)
Tia Rosinda
Tina (Cadela – Alto Paraíso)
Tio Quincas
Toninho (Alto Paraíso)
Toninho (Jeep Clube – Porto Velho)
Torres e Santos (PMS – São Jorge)
Tuti cunhado do Levy (Brasil Novo)
Uzalda (Secretaria de Educação – Itaituba)
Vagner Pontes
Valcinei ou Valci (Manicoré, quase Apuí)
Velho (Km 85 – BR230 AM)
Vito Diniz
Waldir
William Siqueira
Wilson (Uruará)
Wliana (Medicilândia)
Zé Balseiro (Rio Mucuim)
Zé Carinha, Dna Rosa, Zé Carlos, De Assis, Geizyane, Nathyelle, Josivânia, Gleicyane, Jéssica, Mikaelle, Angélica e Caio (Vila Nazaré)
Zenon (Jacareacanga)
e a infinidade de amigos que ficaram no anonimato.

Itaituba 17 - Itaituba 17

Para quem ainda não sabe….esse é o Marcos

DSC 6419 - DSC 6419

e esse o Marcelo.

Muito obrigado!

16 comentários 24 de Abril de 2008 às 14:07 admin

De Jacareacanga a Apuí

Alto lá Pessoal….Parte da família já voltou, mas ainda há quem ainda não!
Como havia dito, iremos continuar na viagem até que o Busão chegue no Rio. Até lá ainda temos alguns dias e muitas passagens.

Para quem pensou que iria ficar órfão do blog mais animado da internet (noooooossa), aí vai um alento. Ainda temos muito a dividir. Vejam só: De Jacareacanga fomos para Apuí. De Apuí para Humaitá. De Humaitá para Lábrea e de Lábrea novamente para Humaitá.
Depois disso ainda fomos para Porto Velho. Acho que vai dar para nos distraírmos um bocado, até descobrirmos no que dará depois.

Se a internet lenta foi um motivo de tristeza durante a viagem, agora veio a resposta. Se isso não tivesse acontecido, nossa viagem terminaria mais cedo…….Vamos andando!

Essa foi a imagem do domingo de Páscoa.

Jacare   Apui 01 - Jacare   Apui 01

Vinha, eu, atrasado por conta do forró da noite anterior, quando me deparei com o “cintura fina”. Um trecho de atoleiro sem escapatória, numa subida no sentido Jacareacanga para Apuí. Deu no que deu! Vacilei, atolei e fiquei duas horas sozinho desatolando o carro. Consegui sair, mas já sabia que não chegaria a tempo de passar na balsa do Sucunduri.

Jacare   Apui 24 - Jacare   Apui 24

Jacare   Apui 25 - Jacare   Apui 25

No caminho o ……

Jacare   Apui 02 - Jacare   Apui 02

Ainda bem que era apenas o rio, pois os piuns – mosquitos minúsculos – de verdade já tinham feito a festa nas minhas pernas lá no cintura fina.

Por falar em atoleiro, cheguei no 150. Quer dizer: ainda estava há 150 km de Apuí. Cheguei às 16:47. Na hora em que o trator estava trabalhando.

Jacare   Apui 04 - Jacare   Apui 04

Jacare   Apui 05 - Jacare   Apui 05

Depois de filmar e fazer algumas fotos fiquei todo empolgado com a minha vez de cruzar o atoleiro.

– Não acho que vou precisar do trator, não. Disse ao Grande. Pedi ao Valci que filmasse e fui em frente. Fui tão rápido que esqueci de entregar a câmera. Passei numa balada só. Quando cheguei do outro lado me dei conta de que tinha esquecido de entregar a câmera. E agora?

Jacare   Apui 19 - Jacare   Apui 19

O jeito é voltar no tempo. Então vamos lá:

Esses são o Grande e o Valci

Jacare   Apui 22 - Jacare   Apui 22

Eles trabalham em uma fazenda há uns 5km do atoleiro. Nesse dia estavam fazendo plantão com o trator. A regra é simples: ficam com o trator ao lado do atoleiro e quem acha que não conseguirá atravessá-lo, paga e é puxado. Nos conhecemos assim. Eles no final de mais um expediente e eu procurando um canto para encostar.

Passei o atoleiro e ofereci a carona. Eles, a casa para dormir.

Jacare   Apui 08 - Jacare   Apui 08

Ao chegar na fazenda o Grande foi para a espera e eu fiquei conversando com o Valci. Rolou aquele banho de cacimba, o Valci ficou “louco” com o Busão, uns biscoitos que eu tinha no carro, um café que eles fizeram e o Grande sem disparar nenhum tiro, retornou da mata. De mãos vazias.

Jacare   Apui 10 - Jacare   Apui 10

Comemos algo e a conversa se prolongou pela noite. Entre um cigarrinho de palha e outro, falamos sobre a vida no isolamento, sobre a saudade da família, sobre perder e ganhar coisas na vida, sobre a relação com a mata e com a terra.

Jacare   Apui 12 - Jacare   Apui 12

Quando nos demos conta já era tarde. Numa noite que começou estrelada e foi tomada pelas nuvens, achei que fosse a hora de dormir. Mas não resisti e resolvi aproveitar o momento para fazer algumas fotos. Fiquei ensaiando à bessa e saiu essa…..

Jacare   Apui 30 - Jacare   Apui 30

No dia seguinte tomamos um café feito no mesmo fogão a lenha, com leite tirado “na hora”.

Jacare   Apui 31 - Jacare   Apui 31

Jacare   Apui 09 - Jacare   Apui 09

Jacare   Apui 23 - Jacare   Apui 23

Antes mesmo de acabarmos a conversa chegou um rapaz, de moto, perguntando se dava para puxar uma S-10. Era a chance!

Voltamos ao atoleiro e dessa vez deu para filmar. Fiz questão de passar novamente. O vídeo vamos ver numa próxima, mas algumas fotos já posso mostrar…

Jacare   Apui 21 1 - Jacare   Apui 21 1

Jacare   Apui 15 1 - Jacare   Apui 15 1

Jacare   Apui 17 1 - Jacare   Apui 17 1

Jacare   Apui 18 1 - Jacare   Apui 18 1

Depois de brincar no atoleiro e quase tombar o Busão, deixei os dois na fazenda e segui viagem. Minha meta era chegar em Apuí e se tudo corresse bem daria tempo.

Jacare   Apui 28 - Jacare   Apui 28

Jacare   Apui 29 - Jacare   Apui 29

Essas duas fotos já apareceram no blog, mas preciso contar a história delas. Nesse ponto, quase no meio do caminho para a balsa do Rio Sucunduri parei para participar da paisagem. Subi no paralama do Busão e fiquei namorando essa tranquilidade.

Jacare   Apui 28 - Jacare   Apui 28

De repente, como se alguém “assoprasse” no meu ouvido, olhei para a esquerda e vi essa cena…

Jacare   Apui 29 - Jacare   Apui 29

Nesse momento me dei conta de que havia percorrido mais de 2.000km na Transamazônica e completado mais da metade do caminho, que um sonho estava se realizando e que a hora de voltar para casa chegando. Vários momento passaram na minha cabeça em um lance rápido, como o adiantar de uma fita de video. Sozinho naquele mundão, fui tomado de emoção e saudade.

Cheguei bem em Apuí. Mas deixo para contar os detalhes na próxima.

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Aloha Beatriz, Aline, Maira, Dri Lyra, Vito, Paulinho, Anajô e demais Tripulantes - O trecho chegou ao fim. Conseguimos chegar em Lábrea. Mas a viagem somente acabará quando Busão estiver de volta. Ainda faltam alguns dias para darmos uma pausa no sistema. Enquanto isso continuaremos juntos. Firmes, Fortes e nunca mais os mesmos.
Obrigado pelos votos de boas vindas.

17 comentários 15 de Abril de 2008 às 10:49 admin

Jacare….buré….acanga. A última do Pará

Já cheguei em Jacareacanga. O caminho é longo e foi cheio de surpresas e amizades. Imaginem que essa viagem é como ir do Rio a São Paulo pela Dutra, só que de terra.

Já no início do caminho uma cena bem rara por aqui. Mas que acontece! Isso foi logo depois da entrada da Aldeia do Sr. Adriano.

Jacare 02 - Jacare 02

Jacare 03 - Jacare 03

Somente na região do Parque Nacional da Amazônia são mais de 100km só de mata por todos os lados.

Jacare 05 - Jacare 05

Jacare 11 - Jacare 11

E foi lá a primeira supresa. Ao chegar na entrada do Parque me deparei com o Cícero e os piuns. Saltei do carro e já tomei uma “ferrada” no pescoço. Comecei tudo novamente e voltei no carro para pegar o Exposis. Agora sim estava pronto para um papo rápido.

Jacare 04 - Jacare 04

Ele me disse que não poderia autorizar a minha entrada, pois a requisição deveria ter sido feita em Itaituba. Simpático como foi, sutilmente sugeriu que eu fosse à outra sede.

Jacare 06 - Jacare 06

Jacare 12 - Jacare 12

Segui em frente por mais uns oito quilômetros e cheguei na sede. Não é que o Diretor do Parque, o Marcio, estava lá? E não estava só. Junto com ele estava um super pessoal do bem, fazendo um planejamento estratégico. Olha a vista do escritório deles…….

Jacare 07 - Jacare 07

Jacare 10 - Jacare 10

Eles me convidaram para almoçar. Aproveitei a canja e fui dar uma volta pelo Parque. Em uma hora e meia consegui conhecer alguns pontos legais, numa trilha bem sinalizada e repleta de informações.

Jacare 08 - Jacare 08

Jacare 09 - Jacare 09

Jacare 53 - Jacare 53

A vontade de ficar era grande, mas ainda tinha muito chão pela frente. A essa altura já sabia que não chegaria em Jacareacanga e comecei a pesquisar um lugar para dormir. Encontrei o Curuá!

Jacare 25 - Jacare 25

Para mim o Curuá ficava na Serra do Cachimbo, bem longe daqui. Pois é. Mas o Curuá aqui é outro. Curuá é o apelido do Roberto, pai da Vitória e do Bebê (Vitor) e esposo da Mara.

Jacare 24 - Jacare 24

Primeiro passei direto, pois estava procurando um “parador” chamado Rabelo – é um restaurante – e que pela distância não batia com o odômetro.

Como as distâncias aqui são “meio no olho”, nunca batem com precisão por conta do odômetro do carro ou por causa da estimativa das pessoas na estrada resolvi parar, dar meia volta e perguntar (um erro aqui pode significar 50 km e sempre é melhor perguntar).

Aí eu conheci o Curuá, a Vitória e o Bebê. Ficamos conversando e nessa de conversa vai conversa vem perguntei quanto custava um vôo. Ele me disse o preço e continuamos com a conversa. Olhei para o relógio e vi que já tinha passado quase meia hora. Pensei: preciso me adiantar.

Jacare 19 - Jacare 19

Jacare 20 - Jacare 20

Nisso o Curuá falou: - Fica aí! Por que você não dorme por aqui? Tem lugar para a rede, tem chuveiro para o banho…….
Pensei novamente. É mesmo! Por que não!

Antes de eu responder a minha própria pergunta ouvi uma voz dizendo assim: Sobe aí………o resto conto depois. Mexa no mouse e veja com os seus olhos.

Jacare 13 - Jacare 13

Jacare 14 - Jacare 14

Jacare 15 - Jacare 15

Jacare 16 - Jacare 16

Jacare 17 - Jacare 17

Jacare 18 - Jacare 18

Acabei dormindo por lá e além de fazer novos amigos pude acompanhar a saga de quem tem que seguir entre Itaituba e Jacareacanga de lotação. Essa não resistiu e tiveram que consertá-la durante a madrugada. Tudo com o melhor bom humor possível……

Jacare 22 - Jacare 22

Jacare 23 - Jacare 23

No dia seguinte, sob muita chuva cheguei em Jacareacanga.

Jacare 26 - Jacare 26

Depois da exibição para os Mundurucu da aldeia do Sr. Adriano (engraçada essa frase, não!?) fiquei pensando em deixar a tela por aqui para que pudéssem realizar mais sessões. Até mesmo porque Jacareacanga é habitada, em sua maioria, por indígenas e descendentes. Há uma venda - aqui chamada de comercial - que fica lotada de índios assistindo a televisão durante a noite. Mas acabou não rolando.

Jacare 55 - Jacare 55

Daí, na sexta feira santa por volta das onze da manhã eu já estava quase com o pé na estrada para ir para Apuí. Dei uma passada rápida na lan para ver se tinha alguma novidade. A lan estava fechada, assim como todo o comércio por aqui. Nisso conheci o Rogerio, o Sub-oficial da Aeronáutica responsável pela base do CIVAM aqui. Ele também é carioca e ficamos no maior papo. O Rogério é o da esquerda. O da direita é o Plácido.

Jacare 56 - Jacare 56

Quando vi a hora, já estava quase perdendo a balsa há 160 km de Jacare. Como o Rogerio me convidou para conhecer a base, quase vi a balsa indo a pique. Foi no que deu. Todos me receberam como irmãos e acabei ficando.

Pela noite resolvi acompanhar a encenação da via sacra. Foi legal também ter ficado por isso.

Jacare 35 - Jacare 35

Jacare 36 - Jacare 36

Jacare 39 - Jacare 39

Jacare 40 1 - Jacare 40 1

Jacare 41 - Jacare 41

O que eu não esperava era ficar mais um dia. Mas fiquei! A caixa de direção voltou a dar problema. A profecia do Augusto de Altamira não se concretizou e ela não aguentou até em casa. Achei um corajoso que topasse desmontá-la novamente. Foi o Zenon.

Jacare 42 - Jacare 42

Desmontamos a caixa e os rolamentos que já estavam ruíns em Altamira, haviam se desintegrado. Viraram pó. Fizemos um armengue para substituí-los e agora está tudo “certo” para seguir viagem. Amanhã quero sair às 5:00 e direto para Apuí.

Jacare 38 1 - Jacare 38 1

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Maira e Vito - Aquela é uma área de garimpo sim. Foi desmatada por causa do ouro. Como ele anda meio fraco por lá, estão prestes a abandoná-la.

Beatriz - Missão cumprida realmente. Saudade grande, mas confesso que parte da cabeça ainda está pela transamazônica

6 comentários 11 de Abril de 2008 às 19:02 admin

A nau volta pra casa……..

Tripulantes

Passamos alguns dias sem escrever no blog, mas estamos por aqui novamente. Vivos e bem!
Estamos antenados nos recados de vocês, nas palavras de incentivo, na cobrança pelas fotos. Em tudo. As coisas entrarão nos eixos em pouco tempo e as fotos voltaram a povoar o blog. Seguem algumas e tem mais já publicado. Continuamos viajando!

Ele está voltando ao Rio. O Busão foi embarcado numa cegonha e está voltado ao Rio de Janeiro.

Humaita 44 - Humaita 44

Humaita 45 - Humaita 45

Humaita 46 - Humaita 46

Humaita 47 - Humaita 47

Humaita 49 - Humaita 49

Humaita 50 - Humaita 50

Humaita 51 - Humaita 51

Humaita 52 - Humaita 52

Humaita 53 - Humaita 53

Humaita 54 - Humaita 54

Nossa estadia em Porto Velho foi cercada de muitas amizades e saudades de casa.
Enquanto o Busão segue estrada à frente, vamos retornar um pouco no tempo e atulalizar as informações dos dias que passaram. Vamos voltar a Jacareacanga. Tudo começa novamente no dia 21 de março de 2008. Navegue para lá e encontrará o artigo Jacare….buré….acanga

Humaita 48 - Humaita 48

Boa viagem Busão!

6 comentários 10 de Abril de 2008 às 19:01 admin

O Amazonas ficou para trás

Manos e Manas, como diriam os Amazonenses!

Cheguei novamente em Humaitá. Os 200km até Lábrea viraram 400 km. Havia me esquecido da volta. Fazer o quê? Tive que voltar.

A volta foi menos penosa. Atolamos apenas umas 8 vezes. Dormimos no carro, no meio da Transamazônica e passamos mais um vez pelo estreito durante a noite. Parece que estar lá durante a noite é nossa………

Por falar em noite, ela estava maravilhosa. Havia tantas estrelas que era impossível não admirá-las. Mesmo sabendo que o relógio não “parava de correr”

Imagine-se no meio da floresta amazônica, numa estrada aonde não passa “viva alma” durante essa época do ano. Só você e aquela mata……..dizem que cercada de onças, sucuris, porcões e outros bichanos, em meio a um céu estrelado.

Ah! o entardecer e o amanhecer também foram paisagens marcantes. Entre uma picaretada e uma “puxada de guincho”, dava para curtir o espetáculo. Ontem por volta das 23:00 eu andava pela 230 procurando o melhor caminho para passar com o Busão e não ficar atolado mais uma vez. De repente me dei conta do lugar aonde eu estava. O que parecia um castigo - ter que cruzar o trecho mais difícil à noite - se transformou numa dádiva.

O que pra mim também soa como uma paisagem é chegar na lan house e encontrar amigos de verdade viajando conosco a nossa viagem. Muitos de vocês não têm idéia de como é reconfortante, para quem está há mais de 70 dias na estrada, encontrá-los no blog. Nossa! Mais de 70 dias….

Legal que vocês falam entre si, comentam o comentário de quem comentou algo e assim vamos fazendo uma grande família. Há os mais frequentes, os que acompanham quietinhos e vez ou outra aparece uma supresa navegando por aqui. É uma pena que eu não consiga responder a todos.
Gostei muito de ver a presença dos Médicos da Terra, O André Paulista também apareceu, a Joojo (Joandina) também na área. Os assíduos Maira, Anajô, Quincas e Vito. A Paula marcando presença, A Leonor, a Claudinha Mello, o Vagão, A Dri Lyra sempre na área, o Joelmo, a Aline Maneira, o André Martinelli……..Nossa………quanta gente do bem!

Ainda na 230, vindo de Lábrea, mais ou menos no meio da jornada me falou o Zé Balseiro: - Não é qualquer um que passa por aqui nessa época. Tirando o do Maloteiro, que faz isso o ano todo, nesse inverno esse foi único carro que cruzamos na balsa.

Caramba……..só nós e o Maloteiro passamos por aqui de carro!

Sabem por que conseguimos completar a odisséia? Por causa de vocês que estão seguindo viagem conosco a cada quilômetro. Durante a nossa última noite na Transamazônica havia um pouco de cada um de vocês!

Agora só falta apontar o carro para o Rio e seguir. Antes vou passar em Porto Velho e quem sabe conseguiurei adiantar algumas fotos. Estamos chegando!

Muito obrigado!

9 comentários 4 de Abril de 2008 às 19:38 admin

Pausa……….fim da linha!

Amigos, Companheiros, Torcedores, Camaradas………Guerreiros!

Vou dar um pulo no tempo para atualizá-los das novidades.
Chegamos ao final da Transamazônica. Isso mesmo!

Sei que hoje é dia primeiro de abril, deveríamos estar brincando de dia da mentira, mas é pura verdade!
Depois de mais de 70 dias de viagem chegamos ao destino final. Conseguimos chegar em Lábrea.
Para quem não está muito atualizado com o mapa do Amazonas, vale dar uma olhadinha nele e ver que daqui para a frente, somente seguindo pelo Rio Purús. E nesse momento estou bem ao lado dele.

Falei que daria um pulo na história porque ainda devo os textos de Jacareacanga, Apuí, Humaitá e Lábrea…….e mais uns causos de viagem. Mas não poderia deixar de compartilhar com vocês a nossa felicidade.

Então lá vai um sonoro: MISSÃO CUMPRIDA

Num breve resumo, foi o nosso trecho mais difícil. Os duzentos quilômetros mais difíceis da minha vida, conquistados palmo a palmo. Levamos 29 horas para percorrê-los, das quais pouco menos de 7 em movimento. O restante desatolando carro, pensando caminho, arquitetando uma maneira de resgatar o Busão, puxando corda para atravessar a balsa para o outro lado do rio.Dizem por aqui que o Busão e o carro do Maloteiro (Pedro), que faz o trajeto todas as semanas, foram os únicos a cruzar essa estrada nesse verão.

Pelo sim, pelo não……….Foi uma odisséia!

Amanhã pela manhã pegaremos a mesma estrada para voltarmos a Humaitá. De lá o rumo é Porto Velho e Rio de Janeiro.

Chegamos, em grande parte, por causa de vocês. Continuem conosco e chagaremos bem!
Até amanhã……..e não é mentira!

11 comentários 2 de Abril de 2008 às 00:06 admin

Alguns Guerreiros da Terra Brasilis

Sei que muitos visitantes e fiéis devoradores deste blog, e eu agora me incluo neste grupo, estão ávidos por novidades. Ao entrar no Amazonas, percebemos que atualizar este nosso companheiro de viagem se tornou muuuuuuito difícil.

Ao Marcelo, que nos lerá em breve, estamos com uma saudade da “lavra”!!!

Por que o título é sobre guerreiros?

Começamos pela palavra “guerra’- propositalmente em minúsculo - lembra destruição, devastação, violência, sofrimento, perda e dor.

A palavra “GUERREIRO” , entretanto, muda todo o cenário e nos remete a pensar em superação, persistência, estratégia, aliança, determinação e vitória.

Nada mais oportuno que lembrar de alguns…..

1 1 - 1 1

Anajô - guerreira incondicional

2 1 - 2 1

Quincas - guerreiro dos bastidores

3 1 - 3 1

Paulinho - guerreiro que representa todos os amigos

4 1 - 4 1

Transamazônica - estrada guerreira e resistente

5 1 - 5 1

Maxxis Mudzilla - vixe, esse pneu é o guerreiro da terra e da lama - jabá - www.braziltires.com.br

6 1 - 6 1

Busão - guerreiro, parceiro, tolerante, destemido, valente e ainda por cima não reclama de maus tratos

11 1 - 11 1

Land Rover - guerreiro do caminho difícil

7 1 - 7 1

guerreiro é quem conseguir descobrir o caminho correto até o 23…

12 1 - 12 1

Cinema na Roça - projeto guerreiro - foi assim que começou

13 1 - 13 1

Morador da região Transamazônica - guerreiro do dia a dia

14 1 - 14 1

guerreiro é quem arrisca virar pra um dos lados sem placa….

8 1 - 8 1

Índia - guerreiro em forma de mulher

9 1 - 9 1

Índio - o próprio …

10 1 - 10 1

Criança - guerreira da Esperança

15 1 - 15 1

Brasil - “Eu sou brasileiro e não desisto nunca!”, esta frase só pode ter sido escrita por um guerreiro!!

16 1 - 16 1

O Maior de todos os guerreiros - não é do Marcelo que eu estou falando, mas sim d”ELE”, O CRIADOR DE TODAS ESTAS MARAVILHAS!!!

===============================================================
Amigos
Peguei carona no artigo que o Marcos publicou para mandar notícias do Amazonas. Conseguimos chegar em Humaitá. Final do trecho. Missão quase cumprida!

Se a internet deixar, ainda hoje pretendo atualizar o blog. Caso não dê, não iremos esquentar a cuca. Chegamos bem, a viagem foi boa e divertida. Bastante chuva, lama e atoleiros. Mas chegamos!

Foi muito bom viajar com vocês até aqui. Aguentem firme, pois daqui ao Rio é só um pulinho.

18 comentários 27 de Março de 2008 às 18:47 admin

Cheguei em Apuí

Companheiros

Algumas palavras, mas fotos nem pensar……..internet em velocidade cagadal por aqui.

Sei que está chegando a hora de voltar para casa. Gostei das palavras de vocês. Legal Anajô, Aline Maneira, Marcos e todos que têm acompanhado essa odisséia. As vezes é muito difícil pensar como serão os dias quando a viagem acabar…..Talvez pensando na próxima!

Espero que esse blog esteja nos ajudando a perceber que o maior legado da vida é o que se constrói enquanto se vive. Que esteja servindo de estímulo para que outras pessoas peguem a boroca (mochila) e sigam “estrada a fora”.

A cada passo que dou penso mais em voltar para casa. Lembram da história da saudade que citei no início do blog? Aquela frase do Amyr Klink!

Em todas as viagens que faço, naturalmente, descubro a hora de voltar e sei que essa está chegando. Muito provavelmente voltarei de Humaitá e deixarei Lábrea para uma outra vez. Ainda não sei o que será do blog depois do retorno, mas torço que ele tenha sido útil para todos vocês, assim como tem sido para mim.

Realmente está chegando a hora!

Bom! Notícias daqui………….

Acabei ficando mais tempo em Jacareacanga por conta das amizades. Esse artigo já está pronto, faltando apenas as fotos. De lá para cá foi uma grande aventura. Com direito a atolada - até o talo - na subida e um biiiiiiiiiiiiiiiiiiiig atoleiro, daqueles que o trator fica na outra ponta só esperando para puxar os carros.

o Busão foi pedra noventa e passou no atoleiro três vezes. Numa delas chegou a ficar em duas rodas, mas saiu ileso. A caixa de direção voltou a dar “piti” e aprendi o real sentido de engenharia de campo. Apesar das cicatrizes de guerra ele está duro na queda. Como dizem por aqui o sistema é bruto e dificilmente se sai sem arranhões.
Ah! Passou 3 vezes porque esqueci de filmar a travessia. Sendo assim, voltei no dia seguinte e passamos novamente.

Acabei dormindo no rancho do piloto do trator e do seu ajudande. Aprendi um bocado sobre a floresta e a vida na região. Foram momentos muito agradáveis, aonde teve leite de vaca tirado na hora, banho de cacimba e muita conversa. No Amazonas o processo de assentamento começou mais de 10 anos após o do Pará. As primeiras famílias assentadas datas 1983 e poucos ainda estão por aqui.

Cheguei em Apuí por volta do meio dia e fiquei pra lá e pra cá resolvendo burocracias. Amanhã quero pegar a estrada e só devo chegar em Humaitá depois de amanhã. De lá até Porto Velho “são dois palitos”. Tudo por aqui anda bem. O Amazonas é bem diferente do Pará. Apesar de não ter visto nenhuma placa indicando a divisa, achei a paisagem diferente. É mais plano, há mais pedras no caminho e as propriedades são maiores. Essa porção também é mais erma.

Fico de contar a história depois……..
Tô voltando!

9 comentários 24 de Março de 2008 às 22:08 admin

Para um ficar, o outro tem que partir!

Dessa vez passamos juntos quase sessenta. Nos conhecemos há mais de 8.400 dias. Durante a viagem pensaram que fossemos “casados”, loucos, ricos, da Polícia, do Ibama, do Governo etc. Na verdade somos muito amigos. Mais do que isso, mesmo que de pais diferentes e biotipos ainda mais, posso dizer que somos como irmãos.

O Marcos se foi. Com ele nossas conversas, nossas brincadeiras, nossas brigas e nossas histórias. Para quem continua fica a saudade e o compromisso de continuar com o projeto. Para quem parte a responsabilidade de resolver problemas da Brasil Social no Rio de Janeiro. Para quem continua a acompanhar o blog faltarão algumas imagens maneiras, pois grande parte das fotos que viram por aqui foram feitas pelo Marcos, mas vou tentar dar continuidade às imagens.

Nossa última sessão de cinema juntos foi muito emocionante. Foi como voltar no tempo e ver um sonho sendo realizado. Na primeira exibição do Cinema na Roça ele estava lá firme e forte na dianteira. O projeto ganhou corpo e passamos a trabalhar ainda mais juntos.

Vou sentir falta desse Cara – aqui chamado de Loirão, Galego, Gringão, Gaúcho, Alemão etc. – nos dias que restam. Mas logo logo nos veremos novamente.

Pensando em fazer uma homenagem a esse irmão, vou tentar contar a história dos últimos dias com as fotos dele. Vejamos no que dará.

1 - 1

2 - 2

3 - 3

4 - 4

5 - 5

6 - 6

7 - 7

8 - 8

9 - 9

10 - 10

11 - 11

12 - 12

13 - 13

14 - 14

15 - 15

16 - 16

17 - 17

18 - 18

19 - 19

20 - 20

21 - 21

22 - 22

23 - 23

24 - 24

25 - 25

26 - 26

27 - 27

28 - 28

29 - 29

30 - 30

32 - 32

33 - 33

34 - 34

36 - 36

37 - 37

38 - 38

39 - 39

40 - 40

41 - 41

42 - 42

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44 - 44

45 - 45

46 - 46

47 - 47

48 - 48

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50 - 50

51 - 51

52 - 52

54 - 54

55 - 55

56 - 56

57 - 57

58 - 58

59 - 59

60 - 60

Boa viagem, Marcos. A partir de agora o Busão ficou maior.

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Amigos

Ler as mensagens de vocês realmente tem sido um fôlego a mais para quem está nessa empreitada há mais de 60 dias. Pois é! Esse tempo todo se passou desde a nossa despedida no Beco do Alemão.

Muito obrigado pela força e, agora mais do que sempre, contarei com vocês por perto. Valeu André pela torcida.

Norton - Estivemos tão próximos, mas ao chegar no Rio vamos marcar um choppinho.

Lilyen - que legal vê-la por aqui. Aproveite e viage conosco mesmo!

Achei maneiríssimo o comentário da Elenir. Virão! Valeu Elenir! Como anda o André?

Claudinha Mello - Legal que você tenha colocado o cinto de segurança em Pacajá e esteja conosco até agora. Segura firme que ainda temos muitos quilômetros pela frente.

Apresento a você o Rogerio - O mais novo integrante da tripulação. Nos conhecemos em Jacareacanga. Ainda nem postei a passagem no blog e ele já se juntou a nós. Seja bem-vindo!

Já volto!

15 comentários 21 de Março de 2008 às 01:03 admin

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